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Novembro/2021


O crescimento no número de casos de Covid-19 entre a população do município paulista de Serrana entre setembro e outubro de 2021, com a estabilização do número de mortes, é um indicador de que a vacinação funciona e é capaz de proteger a população contra o vírus SARS-CoV-2. “Nas últimas semanas, tivemos um aumento importante no número de casos sintomáticos leves, e o número de internações e mortalidade não cresceu nas mesmas proporções. Isso claramente é um efeito da vacinação”, explica o diretor do Hospital Estadual de Serrana e investigador principal do Projeto S, Marcos Borges.

De acordo com boletim epidemiológico publicado na sexta (19) pela Prefeitura Municipal de Serrana, em setembro de 2021 foram identificados 179 casos de Covid-19 e registradas quatro mortes; em outubro, foram 563 casos, com a ocorrência de três mortes. Até agora, no mês de novembro foram confirmados 449 casos, mas apenas duas pessoas morreram da doença.

Entre janeiro e maio deste ano, Serrana sediou o Projeto S, estudo de efetividade realizado pelo Butantan para entender o impacto da vacina CoronaVac no controle da pandemia de Covid-19. Por meio da pesquisa, cerca de 95% da população adulta foi vacinada com o imunizante do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac.

De acordo com Marcos Borges, para entender o que está acontecendo em Serrana neste momento é preciso comparar a cidade não com o resto do Brasil, onde o número de casos e mortes continua em diminuição, mas com Reino Unido, Israel e Alemanha. A cidade inteira foi vacinada até abril, na mesma época que esses países já haviam imunizado grande parte de suas populações. E, assim como Serrana, eles agora vêm enfrentando um aumento no número de casos leves e da taxa de transmissão não acompanhada de um acréscimo na quantidade de óbitos.

“Isso mostra a proteção da vacina, a importância dela, e que o aumento de casos não tem a ver com o imunizante em si. Israel utilizou a vacina da Pfizer, Reino Unido utilizou a da AstraZeneca principalmente, e a gente utilizou CoronaVac. Tem a ver com a doença e com o tempo de imunidade”, explica o médico. A redução da eficácia da vacina contra a Covid-19 com o tempo, especialmente em relação à queda na transmissão (que se reflete no aumento de casos leves), já era esperada pela comunidade científica.

Para Marcos, é essencial observar que o principal objetivo da imunização é reduzir a gravidade da doença, as internações e a mortalidade, e é exatamente isso que está acontecendo em Serrana. Além disso, os pesquisadores não esperam que a situação se altere: o aumento no número de casos foi identificado há cerca de cinco semanas; se ele fosse resultar em um crescimento na quantidade de óbitos, isso já teria acontecido.

“Serrana serve como uma cidade sentinela. Como a gente antecipou a vacinação, ela consegue prever o que vai acontecer nas outras cidades da redondeza e no país. Muito provavelmente, como aconteceu em Serrana e nos outros países, os casos devem voltar no Brasil. Esperamos que voltem os casos leves, sem internação e sem mortalidade para não sobrecarregar tanto os serviços de saúde”, alerta Marcos.

Variante delta e descuido nas medidas de proteção

Outros dois fatores explicam o aumento no número de casos em Serrana além do tempo de vacinação – ou seja, da queda na eficácia após um certo período de tempo, verificada em todos os imunizantes. É a chegada e atual predominância da variante delta do SARS-CoV-2 e o descuido da população com as medidas de higiene e proteção.

Na semana entre 24 e 30/10, a variante delta (considerando todas as mutações) continuou a ser predominante no estado de São Paulo, representando 99,8% de todas as amostras sequenciadas pela Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada pelo Butantan. Em Serrana, a situação é a mesma: a delta representa mais de 90% dos exames positivos sequenciados.

“Uma coisa que a gente reparou em Serrana é que ninguém está utilizando máscara nem em ambiente fechado. Isso propicia a propagação de doenças. A somatória dessas três coisas, novas variantes, tempo de imunidade e baixa adesão às medidas sanitárias, faz a volta dos casos sintomáticos”, conclui Marcos.

Pandemia dos não vacinados Outro fator apontado por Marcos é a redução da chamada imunidade indireta e o surgimento de uma “pandemia dos não vacinados”. Quando uma parte significativa da população é vacinada, essa parcela começa a proteger inclusive quem não se vacinou ou não pode se vacinar – gerando uma bolha de imunização indireta. Mas esse efeito vai se perdendo ao longo do tempo porque a doença volta a se transmitir. Os não vacinados, então, são infectados e, por não estarem com o sistema imunológico preparado para o SARS-CoV-2, apresentam casos mais graves, internações e mortalidade. Por esse motivo, continua imprescindível que todos que podem sejam vacinados.

Novembro/2021


Neste sábado (20) e domingo (21), das 8h às 17h, os moradores que participaram dos estudos do Projeto S, realizado pelo Instituto Butantan para entender o impacto da vacina CoronaVac na população de Serrana, poderão tirar dúvidas, além de ter acesso aos resultados da etapa sorológica, com profissionais da saúde de maneira presencial. Todos os voluntários que colheram a sorologia já receberam os resultados via SMS, mas agora terão oportunidade de entender mais sobre a análise de anticorpos após aplicação das duas doses da vacina.

Uma equipe médica, com pesquisadores responsáveis pelo estudo e profissionais de enfermagem, estará disponível na Vigilância Epidemiológica de Serrana, para tirar dúvidas ou imprimir os resultados.

O estudo segue no período de análise imunológica e tem como objetivo estimar e comparar a imunização para SARS-CoV-2 de adultos e idosos, analisar quanto tempo dura a imunidade e avaliar a resposta imune celular. As duas etapas de sorologia foram realizadas em junho e outubro deste ano.

Serviço
Sábado, 20, e domingo, 21 - 8h às 17h
Epidemiológica de Serrana
Rua João Antonio Terçariol, 76 – Centro

Outubro/2021


Os mais recentes estudos feitos em Serrana, cidade do interior de São Paulo onde foi realizado o Projeto S, estudo de efetividade da vacina CoronaVac, imunizante do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, mostram que 99% dos voluntários da pesquisa apresentaram soroconversão três meses após a segunda dose. Os moradores e equipe médica da cidade se mostram seguros e tranquilos com o resultado, e aos poucos, a vida vai voltando ao normal.

“Percebi que está todo mundo menos preocupado. Não conheci mais ninguém que teve Covid-19 depois que as pessoas participaram do projeto”, diz a voluntária Larissa do Bem, de 25 anos. Ela conversou com outros moradores e todos estavam aliviados, sem qualquer arrependimento de ter tomado a CoronaVac. “A visão sobre ciência melhorou na cidade depois do projeto. E o resultado deu muita credibilidade também.”

Maria José dos Santos Guedes, de 72 anos, também sentiu as pessoas de Serrana mais animadas e mais seguras, e já fez planos para quando acabar a pandemia. “Quero muito ver meus netos, bisnetos, reunir de novo a família e passear bastante, lógico”, brincou. Ela quer contar aos netos e bisnetos o quanto a vacinação foi importante e salvou as pessoas. “No começo, eu morria de medo de pegar a doença, porque eu já tive infarto. Agora eu já estou muito mais aliviada.”

Ailton Dias de Oliveira, de 71 anos, que também foi voluntário do Projeto S, fala que todos os seus amigos continuam querendo participar das iniciativas vinculadas à pesquisa. “A gente tem que confiar na ciência. Se a gente ficar com medo, não adianta”, afirma. Ele não teve reação à CoronaVac e explica que todos de sua família também tomaram a vacina do Butantan e seguem sem nenhum problema de saúde.

Para Waldemar Martins, de 74 anos, a maior confirmação do sucesso da vacina em provocar imunidade é que a taxa de mortalidade está caindo não só em Serrana, mas em todo o país. “A pandemia foi complicada, mas a assistência do pessoal do Butantan ajudou a serem mais fáceis esses dois anos”, aponta.

Ver a diminuição no número de casos também é gratificante para quem está à frente do combate à pandemia. “É um marco na história da saúde, tanto para o município quanto para o país. Vai ser gratificante todos saberem que eu participei desse projeto”, comemora o auxiliar de pesquisa de Serrana Guilherme Tagliacol. Ele também exalta a união dos voluntários, da população e da equipe da pesquisa. “Me surpreendeu demais, fiquei comovido. A disponibilidade de todo mundo, mesmo com dificuldade de locomoção se dispuseram a vir, foi muito lindo”, completa.

A enfermeira Luana Paixão, que esteve presente na primeira etapa da sorologia para verificar a resposta imune dos vacinados, viu de perto a diminuição dos casos graves na cidade graças à imunização coletiva. Ela se sente uma peça fundamental no projeto e fala dele com orgulho. “Hoje Serrana é conhecida mundialmente graças ao Butantan, e as pessoas viram a importância da vacinação”, lembra. Para Luana, participar do projeto foi enriquecedor como pessoa e como profissional, e ver a emoção dos moradores ao serem vacinados marcou sua vida.

Emoção que a enfermeira Lilian Carla de Jesus acompanhou de perto desde o início. Funcionária da prefeitura, ela tomou a primeira dose da CoronaVac um dia depois do aniversário, e lembrou da data com carinho. “Tem sido fantástico. Acho maravilhoso participar do projeto, estar inserida nesse meio. Não sei nem como descrever, é incrível participar desse momento histórico”, comemorou ela. Lilian jamais imaginou viver um momento de pandemia enquanto ainda estudava enfermagem, mas assim como os moradores de Serrana, abraçou a ideia do projeto e não se arrependeu. “Foi um momento de grandes reflexões, o quanto a ciência fez diferença na vida das pessoas. Veio o Butantan com toda a proposta de pesquisa, trazendo todo o conhecimento necessário para que as pessoas entendessem a importância da prevenção e da vacina”, completou. Ela afirmou que, ao pensar no futuro, já sabe o que contar para os netos, e resumiu toda a história que vai passar para eles em uma frase: “ciência faz sim toda a diferença”.

Outubro/2021


Os primeiros números da pesquisa que o Butantan está realizando sobre a imunidade da população de Serrana, cidade do interior de São Paulo onde foi realizado o Projeto S, estudo de efetividade da vacina CoronaVac, mostrou que 99% dos moradores apresentaram soroconversão (desenvolveram anticorpos para se defender contra a infecção por Covid-19) três meses após receber a segunda dose. Esse indicador foi superior aos resultados dos ensaios clínicos de fase 1 e 2 da CoronaVac, que mostraram soroconversão em torno de 97% e 98%, respectivamente, dependendo da dose. Além de comprovar, mais uma vez, a durabilidade da proteção gerada pela vacina, a pesquisa tem o diferencial de analisar os anticorpos e a imunidade celular no mundo real, o que até o momento, na literatura científica, sempre foi feito apenas em laboratório.

Os números preliminares têm como base a primeira etapa da avaliação sorológica, quando foram coletadas amostras de 3.903 voluntários de Serrana interessados em participar da pesquisa, entre julho e agosto. A segunda etapa da avaliação sorológica está em andamento. Quem participou da primeira fase da avaliação pode se dirigir no sábado (23) ou domingo (24), das 8h às 16h30, à mesma escola onde teve o sangue coletado para ceder uma nova amostra para ser analisada. O estudo envolve todos os maiores de 60 anos e parte dos menores de 60 anos vacinados no Projeto S, conforme aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.

Um artigo científico sobre a avaliação da imunidade dos vacinados no Projeto S deve sair em alguns meses. “A gente já tem o número de anticorpos dos adultos e dos mais idosos. O artigo vai contar como estava a variação sorológica nesses últimos três meses”, explica um dos coordenadores médicos do estudo e diretor técnico do Hospital Estadual de Serrana, Gustavo Volpe.

A adesão dos idosos que já tomaram a dose de reforço à pesquisa tem sido boa, e isso deve ser mostrado nos exames. “Vai ser um dado interessante. A gente vê que a titulação vai caindo conforme as pessoas são mais velhas. Elas tendem a ter um título de sorologia menor que os jovens. Mas com a dose de reforço, vamos ver se será mais ou menos igual”, projeta. Os moradores de Serrana com mais de 60 anos receberam, a partir de setembro, uma dose adicional de CoronaVac como forma de potencializar a imunidade geral contra o SARS-CoV-2 e aumentar a proteção contra a variante delta, que começava então a se tornar prevalente no Brasil.

Na sequência, os pesquisadores vão avaliar a imunidade celular dos voluntários e entender como os anticorpos se comportam com seis, nove e doze meses. Gustavo ressalta, porém, que ter mais anticorpos não quer dizer estar mais protegido contra a doença. “Uma pessoa pode ter dez, outro 20 e outro 50. Será que a pessoa que tem 20 tem mais chance de pegar a doença do que a que tem 50? A princípio, parece ser uma coisa lógica, mas a realidade biológica é diferente. Existem outros fatores que protegem alguém do vírus”, elucida.

Em maio, dados preliminares do Projeto S mostraram que a imunização da população adulta de Serrana fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95% . De acordo com Gustavo, o número de internações por Covid-19 na cidade segue baixo, mas as medidas de proteção devem ser mantidas. “O que estamos vendo hoje no Brasil, de redução de internações, de casos e diminuição de transmissibilidade, já vimos em Serrana no mês de maio, junho. Observar o que acontece em Serrana é essencial para ver o que acontecerá no Brasil. Por isso que a cidade é um laboratório tão importante: é ali que a gente consegue ver realmente o efeito da vacina.”

Agosto/2021


Um estudo dentro do estudo, que vai ampliar os conhecimentos da ciência sobre a imunidade gerada pelas vacinas no combate à Covid-19. Assim pode ser entendida a nova etapa do Projeto S, ensaio clínico que investigou a efetividade da vacinação no controle da pandemia de Covid-19 e na transmissão do SARS-CoV-2 no município paulista de Serrana. A pesquisa, que foi iniciada em 24/7 com a coleta de amostras de sangue dos voluntários, vai investigar a imunidade de longo prazo gerada pela CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac. Ela se estenderá até meados do ano que vem com ciclos trimestrais em outubro de 2021, janeiro e abril de 2022.

É um longo processo, mas necessário, já que ainda não há certezas sobre a imunidade propiciada pelas vacinas no longo prazo. “A gente não tem consenso na literatura de como funciona o coronavírus, de quanto dura, se terá uma vacina todo ano, se não vai. Por isso essa pesquisa é importante”, salienta o médico do Hospital Estadual de Serrana e investigador principal do novo ciclo do Projeto S, Gustavo Volpe.

Cada ciclo vai durar quatro dias e envolverá a coleta de sangue dos voluntários. Ao analisar as amostras, o Butantan poderá observar a evolução da resposta imune, especialmente na população idosa. O primeiro ciclo da pesquisa, iniciado agora, acontece três meses após a vacinação da população de Serrana - a imunização coletiva da primeira etapa do Projeto S mostrou que a CoronaVac tem efetividade de 80% contra casos sintomáticos, 86% contra internações e 95% contra mortes por Covid-19.

“A gente relaciona imunidade com produção de anticorpo, mas a imunidade celular tem um papel importante na resposta ao coronavírus. Essa avaliação é bastante difícil de medir. É preciso ver a atividade celular, ou seja, medir a atividade metabólica, testar a expressão de alguns tipos de receptores nas células. Tem várias formas. Vai ser uma avaliação bem completa”, revela Volpe, referindo-se à chamada “memória celular”.

Etapas da pesquisa

As amostras coletadas são enviadas para o setor de virologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, processadas e testadas. Para avaliar a memória gerada pela vacina, uma das análises envolve colocar a amostra em contato com o SARS-CoV-2 e ver se o vírus consegue se multiplicar. Os testes serão feitos com diferentes variantes, como a alfa (B.1.1.7, do Reino Unido), gama (P.1, amazônica) e delta (B.1.617.2, indiana). Além disso, as amostras positivas são sequenciadas para saber quais variantes circulam na cidade e o comportamento da vacina frente a elas.

Três meses depois, começa tudo de novo. Assim, é possível seguir a evolução do organismo no combate à doença. “Essa etapa do projeto avalia quantas pessoas soroconverteram a vacina [ou seja, desenvolveram anticorpos para se defender contra a infecção] no estado real. A gente tem estudos controlados de fase 1 e 2 da CoronaVac que demonstraram uma alta taxa de soroconversão”, explica Volpe. “Vamos estudar a questão da imunidade celular na população, a história da evolução dos anticorpos. Desta forma ,vamos ver lá na frente como foi a trajetória dos anticorpos e atividades celulares”, completa o médico.

A nova fase do Projeto S será acompanhada pelo comitê de ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Agosto/2021


Serrana, cidade do interior de São Paulo, ficou movimentada novamente nos últimos finais de semana. O Butantan esteve no município nos dias 24, 25, 31/7 e 1/8 para uma nova fase do Projeto S, o ensaio clínico realizado pelo instituto para entender a efetividade da vacinação no controle da pandemia de Covid-19 e na transmissão do SARS-CoV-2. No novo ciclo, foram coletadas amostras de sangue de moradores vacinados com as duas doses da CoronaVac, vacina do Butantan contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, para que os cientistas possam avaliar a imunidade de longo prazo dos voluntários.

A técnica de enfermagem Cristina Dias, que trabalhou na coleta de sangue, explica que as pessoas estão felizes em participar da pesquisa. “Todas falam que esse ano foi iluminado, abençoado pelo Projeto S. Por isso que Serrana está nessa situação, com a doença controlada”, disse. “A intenção das pessoas é que o projeto continue, e o que tiver que acontecer, eles vão participar”, completou Cristina.

A população da cidade recebeu a notícia do novo estudo de forma positiva, mas sem descuidar das medidas de prevenção. Um exemplo é a aposentada Neci Maria de Oliveira, de 77 anos, que foi voluntária do Projeto S e aceitou participar também do novo ciclo. “Estou mais segura com a vacina, mas não deixo de andar prevenida. Não deixo minha máscara de lado, nem o álcool em gel”, explicou.

Samara Cândido, de 22 anos, é de Brasília. Ela conheceu o marido, morador de Serrana, e se mudou para a cidade em outubro do ano passado. Chegou na época certa: Samara conseguiu fazer parte do estudo e ser vacinada com a CoronaVac no início do ano. E ela tem um motivo extra para se proteger da Covid-19. “A gente tem que cuidar da nossa saúde. Estou grávida de 4 meses e penso no meu bem-estar e no bem-estar do meu futuro filho. É algo que a saúde está nos proporcionando. Desde criança a gente toma vacina. É para o nosso bem”. Ela já até ensaiou como vai contar toda essa história ao filho. “Vou contar com entusiasmo. Admiro a ciência desde criança, sempre quis ser veterinária. Eu vou contar detalhadamente, de uma forma esperançosa”, afirmou.

“A gente não faz mais do que nossa parte em atuar nesse momento. Estamos apoiando a ciência brasileira”, vibra o enfermeiro Ian Matias Alves, que também trabalhou na coleta das amostras. “Estamos participando de um momento histórico. A pandemia vai ficar marcada para sempre na memória das pessoas. É imprescindível que a população acredite na ciência, acredite no nosso trabalho e no trabalho do Butantan”, complementou Ian, que se disse realizado de fazer parte do Projeto S.

E pela animação dos moradores, é certo que o Butantan pode contar com o apoio da cidade. “É um orgulho. Butantan é um instituto brasileiro, então são estudantes e funcionários brasileiros lutando para salvar as nossas vidas”, resumiu Samara.

Julho/2021


No primeiro final de semana da nova etapa do Projeto S, ensaio clínico realizado pelo Butantan na cidade de Serrana para entender a efetividade da vacinação no controle da pandemia de Covid-19 e na transmissão do SARS-CoV-2, mais de 2 mil voluntários participaram da pesquisa. Atendem aos critérios para ingressar no novo ciclo do estudo os habitantes de Serrana maiores de 18 anos que foram imunizados como parte do Projeto S.

A coleta de sangue, realizada nos dias 24 e 25/7, faz parte de um acompanhamento de um ano que avaliará a imunidade de longo prazo dos moradores vacinados com as duas doses da CoronaVac, vacina do Butantan contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.

No próximo final de semana, sábado (31/7) e domingo (1/8), uma nova coleta será feita com os candidatos interessados que não conseguiram participar no primeiro final de semana. O voluntário deve se dirigir a uma das escolas que foi ponto de vacinação durante a etapa de imunização do Projeto S (veja a lista ao final da matéria).

"Tudo aquilo que nós imaginávamos no início do projeto, que a CoronaVac é uma vacina muito boa e que salvaria vidas, aconteceu. Hoje são incontestáveis os números que Serrana demonstra em relação ao resto do país", afirma o assessor da diretoria do Instituto Butantan, Ricardo Haddad.

De acordo com Haddad, a avaliação sorológica do novo ciclo é um estudo de alta complexidade em sua execução laboratorial. "São inúmeros exames que darão explicações sobre anticorpos e resposta celular", complementa.

Objetivos do novo ciclo do Projeto S

O médico e diretor técnico do Hospital Estadual de Serrana, Gustavo Volpe, explica que o novo ciclo do estudo tem três objetivos principais. O primeiro é estimar e comparar a prevalência de soroconversão para o SARS-CoV-2 em adultos e idosos. “Já sabemos que a CoronaVac gera uma ótima imunidade, mas queremos observar este fenômeno ao longo do tempo e ver como isso se processa no mundo real, não em um estudo controlado”, diz Volpe.

O segundo objetivo é avaliar a resposta imune celular, mediada por células T de memória de longa vida. “A resposta imunológica que é gerada tanto pela infecção quanto pela vacina não se dá somente pela produção de anticorpos, mas também por essas células que fazem a defesa”, ressalta o pesquisador. A terceira finalidade é avaliar o tempo de duração da imunidade celular e humoral (anticorpos) nos vacinados.

Confira a lista de escolas onde será realizada a coleta para participação na nova etapa:

· EE Jardim das Rosas
· EE Professora Neusa Maria do Bem
· EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França
· EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira
· EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello
· EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis
· EMEF Professora Dalzira Barros Martins
· EMEF Jardim Dom Pedro I

Julho/2021


Projeto S entra em nova etapa que vai avaliar a imunidade de longo prazo gerada pela CoronaVac na população de Serrana

A partir deste sábado (24), começa em Serrana, no interior de São Paulo, uma nova etapa do Projeto S, estudo realizado pelo Butantan no município para entender o impacto da vacina no controle da pandemia de Covid-19 e da transmissão do SARS-CoV-2. No novo ciclo, o instituto vai avaliar a imunidade de longo prazo dos moradores da cidade após a vacinação com as duas doses da CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19.

Para ser voluntário do estudo, é preciso ter sido imunizado como parte do Projeto S. Os candidatos devem se dirigir, nos dias 24, 25, 31/7 ou 1/8, entre 8h e 16h30, a uma das escolas onde foi realizada a vacinação do Projeto S para terem uma amostra de sangue coletada. Os voluntários serão acompanhados por mais um ano. Poderão participar da pesquisa todos os maiores de 60 anos e uma parte dos menores de 60 anos vacinados com CoronaVac no Projeto S.

A nova etapa compreende um estudo de coorte prospectivo, que foi aprovado e será acompanhado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Após as coletas em Serrana, os testes para avaliar a imunidade dos voluntários serão realizados no Laboratório Estratégico de Diagnóstico do Instituto Butantan.

O estudo tem como objetivo estimar e comparar a imunização para SARS-CoV-2 de adultos e idosos de Serrana, analisar quanto tempo dura a imunidade e avaliar a resposta imune celular. Um dos pontos que a pesquisa vai levar em consideração é o processo de envelhecimento do sistema imunológico, que pode interferir na forma como o organismo combate o SARS-CoV-2 à medida que o tempo passa.

Confira a lista de escolas de Serrana onde será realizada a coleta para participação na nova etapa do Projeto S:

· EE Jardim das Rosas
· EE Professora Neusa Maria do Bem
· EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França
· EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira
· EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello
· EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis
· EE Deputado José Costa
· EMEF Jardim Dom Pedro I

Julho/2021


Estudos clínicos de fase 1, 2 e 3 e pesquisas de efetividade de vacinas têm finalidades diferentes. Os ensaios clínicos clássicos se dedicam a descobrir dados de segurança e eficácia dos produtos. Isso é feito por meio de testes, divididos em fases, em alguns milhares de indivíduos. O conceito avalia se um imunizante consegue ou não proteger o organismo de uma doença, fazendo a comparação entre casos leves, moderados, graves e óbitos de voluntários que contraíram a doença - quem recebeu a vacina e quem recebeu placebo. Neste caso, o ambiente dos estudos é controlado.

Mas como medir o impacto da vacina em um ambiente não monitorado? A CoronaVac, vacina do Butantan contra a Covid-19 feita em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, foi a primeira vacina a ser testada em uma população inteira, ou seja, comprovou sua efetividade também no mundo real, além dos ensaios clínicos de eficácia.

No estudo realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, denominado Projeto S, a CoronaVac se provou também eficiente. Ao atingir-se uma cobertura vacinal de aproximadamente 75% da população adulta do município, foi possível controlar a epidemia no local. Além de evitar a grande maioria das internações e óbitos por Covid-19, a vacinação conseguiu diminuir a transmissão do vírus - beneficiando, inclusive, os habitantes que não se aplicavam aos critérios de inclusão da pesquisa e não haviam se imunizado.

Foram quase 28 mil adultos vacinados, sendo que aproximadamente 10 mil deles transitam diariamente entre Serrana e Ribeirão Preto - cidade da região onde há alta de casos de Covid-19. A aplicação da CoronaVac fez os casos sintomáticos de Covid-19 caírem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95% em Serrana. As próximas etapas do projeto ainda pretendem descobrir mais sobre a imunização alcançada e o tempo de duração de anticorpos.

Todas as vacinas aprovadas para aplicação no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passaram por rigorosos testes para comprovar sua eficácia e seu perfil de segurança. Porém, os ensaios clínicos de fase 1, 2 e 3 realizados até o momento focaram seus testes em descobrir se o imunizante pode impedir o agravamento da doença, mas não sua transmissão.

Em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta (30), o infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri explicou que o sucesso de um programa de vacinação depende da cobertura vacinal com as duas doses e da velocidade com que se consegue imunizar a população. “Serrana é um exemplo clássico. Mostra que quanto mais rápido vacinarmos a população, mais rápido poderemos conter a transmissão da doença”, diz o médico.

Sobre os estudos de efetividade, ele também destacou a recente pesquisa do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC/USP), anunciada na mesma ocasião. A vacinação com a CoronaVac fez os casos de Covid-19 entre os 22 mil funcionários da instituição caírem quase 80% após a segunda dose, mesmo em uma população altamente exposta ao vírus, como é o caso dos profissionais de saúde.

"Esses dados têm se acumulado. No Uruguai e no Chile [países em que a CoronaVac tem sido aplicada] tivemos uma redução espetacular de internações e óbitos, mas também na transmissão dos casos leves. São os dados que a gente espera obter aqui no Brasil", completa o diretor da SBIm.

Junho/2021


Desde os primeiros anúncios de fabricação de vacinas no Brasil, estão sendo amplamente discutidas questões relacionadas à eficácia e à eficiência dos imunizantes. Por mais semelhantes que esses conceitos pareçam, existem diferenças fundamentais para o entendimento completo sobre os resultados e êxitos de cada vacina aprovada.

Eficácia

Um estudo de eficácia são os tradicionais ensaios clínicos de fase 3, que avaliam se um imunizante consegue ou não proteger o organismo de uma doença. Neles, uma vacina é aplicada em dois grupos de voluntários: um dos grupos recebe o imunizante e o outro recebe placebo. A eficácia é mensurada ao se comparar casos leves, moderados, graves e óbitos de voluntários que contraíram a doença, fazendo a diferenciação entre quem recebeu a vacina e quem recebeu placebo. Com as informações coletadas, é possível demonstrar o quão eficaz a vacina demonstra ser em um ambiente controlado, em que os cientistas monitoram os participantes do estudo.

Eficácia da CoronaVac

A eficácia da CoronaVac, vacina do Butantan contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, foi comprovada no Brasil por meio de um estudo com 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde, população altamente exposta ao vírus SARS-CoV-2. Os resultados finais do estudo clínico de fase 3, anunciados pelo Butantan em abril deste ano, demonstraram que a eficácia geral do imunizante é de 50,7%, e pode chegar a 62,3% quando o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina for de 21 a 28 dias.

Eficiência

É o impacto da vacina no mundo real. A eficiência mostra se a vacina foi capaz de imunizar um grande número de pessoas, analisando os dados de infecção e morte em decorrência da doença. O ambiente de estudo é menos controlado, e pode haver adversidades. É por meio dos dados sobre eficiência que pode-se afirmar com quantas pessoas imunizadas é possível controlar uma doença, ou se pessoas não vacinadas também se beneficiam com o efeito indireto da vacinação.

Um exemplo de estudo de eficiência é o Projeto S, do Butantan, que vacinou a população adulta da cidade de Serrana contra Covid-19, constatando que a imunização reduziu em 80% o número de casos sintomáticos, em 86% as internações e em 95% os óbitos. A pesquisa clínica também mostrou que a vacinação da população leva à imunização inclusive de quem não tomou a vacina. Segundo os resultados do Projeto S, é possível controlar a pandemia com 75% da população imunizada.

Junho/2021


O Projeto S, estudo clínico realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, já comprovou a efetividade no mundo real da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, mas ainda pretende trazer respostas importantes para entender o controle da pandemia no Brasil. Por pelo menos mais um ano, a pesquisa continuará fazendo a avaliação coletiva da eficácia do imunizante na população de Serrana - tanto em relação aos vacinados quanto aos não vacinados.

Dentre as respostas que serão buscadas a partir de agora, com a continuidade da pesquisa, estão saber quanto tempo dura a imunização após a segunda dose da CoronaVac e se a vacinação precisará ser feita anualmente, assim como acontece com a vacina da influenza (gripe). Isso será possível ao observar a evolução dos casos positivos, internações e óbitos na cidade, comparando imunizados e não imunizados, e contrastando a situação de Serrana com cidades da microrregião de Ribeirão Preto.

“A pandemia tem um comportamento cíclico, então é necessário comparar com outros municípios para entender se os eventos são aleatórios ou se ocorreram devido à vacinação em Serrana”, explica o investigador principal do Projeto S e diretor do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges. Os dados serão obtidos pelos sistemas eSUS e SIVEP, uma vez que todos os serviços de saúde notificam nessas bases oficiais.

Neste momento, os pesquisadores sequenciam as amostras positivas de testes para verificar a ocorrência de mutações e novas cepas do novo coronavírus na região. De acordo com Marcos, uma das preocupações do Projeto S era saber se a vacinação em toda a população adulta de Serrana induziria a novas mutações - o que não foi observado na pesquisa - e qual seria o comportamento do vírus em pessoas não vacinadas.

Os estatísticos do Instituto Butantan já estão criando modelos matemáticos com variáveis para entender como os resultados atingidos foram possíveis, em uma nova parte da pesquisa, mais analítica. “É um trabalho grande, porque nunca foi feito algo parecido. São modelos estatísticos novos”, declara o diretor do Hospital Estadual de Serrana.

Antes da vacinação na cidade, dados da Vigilância Epidemiológica de Serrana mostraram que aproximadamente 25% dos habitantes já haviam tido contato com o SARS-CoV-2. O investigador da pesquisa esclarece que o Projeto S responderá também se essas pessoas podem ou não ter um efeito adicional na imunidade.

O que já se sabe

O Projeto S trouxe respostas inéditas sobre a pandemia no Brasil. Com o estudo clínico, descobriu-se que, ao atingir uma cobertura vacinal de 75% da população adulta, é possível ter um bom controle da pandemia. “O número depende de fatores populacionais, mas conseguimos chegar a uma referência, um ponto de partida para atingirmos o objetivo da imunidade coletiva. É algo que não sabíamos antes”, ressalta o investigador principal da pesquisa, Marcos Borges.

Os benefícios da imunização da população em Serrana foram tanto diretos quanto indiretos. Não só a população adulta que recebeu o imunizante foi protegida, como também os jovens e crianças abaixo de 18 anos e idosos com comorbidades, por exemplo, que não participaram do estudo clínico.

Junho/2021


O Instituto Butantan foi o vencedor do Prêmio Case de Sucesso Portal IT4CIO, durante a 19ª edição do evento nacional CIO Brasil GOV, com o estudo "Instituto Butantan utiliza ferramenta para avaliar a modificação da pandemia com a vacina CoronaVac em Serrana-SP" . A iniciativa reuniu cerca de 250 líderes de Tecnologia da Informação do setor público brasileiro, entre os dias 20 e 22 de maio.

Reconhecida pela premiação, a plataforma Tainá foi desenvolvida pelo Butantan e utilizada no Projeto S, estudo clínico realizado pelo instituto na cidade de Serrana e que tem como objetivo trazer respostas sobre a efetividade da vacinação com a CoronaVac no controle da pandemia da Covid-19. (Confira, aqui, os primeiros resultados da pesquisa). Toda a população adulta do município foi imunizada em quatro etapas ao longo de dois meses. Durante esse período, houve um monitoramento eficiente do projeto, diariamente e em tempo real, permitido pela implementação da plataforma do Instituto Butantan.

A plataforma Tainá contempla quatro ferramentas: sistema de recenseamento, sistema de acompanhamento dos voluntários nas etapas do estudo, painéis de controle do processo e um chatbot para orientar a população. O processo de implantação do Projeto S levou três meses e reuniu cerca de 500 pessoas, sendo mais de 20 colaboradores na equipe de TI.

A gerente de inteligência corporativa e novas tecnologias do Instituto Butantan, Claudia Anania, explica que a ferramenta foi essencial para acompanhar o andamento de cada escola que serviu como ponto de vacinação, identificar gargalos nas etapas e corrigi-los: "A Tainá ajudou a coordenação do projeto a identificar o número de pessoas em cada escola e remanejar os voluntários entre os pontos para não causar aglomeração, por exemplo”.

O case submetido pelo Instituto Butantan ficou entre os cinco finalistas, que fizeram uma apresentação durante o evento. "O prêmio veio para coroar tudo que foi feito no Projeto S e todos os resultados que vimos na população de Serrana", diz Claudia Anania. "O case é bem significativo porque nós tivemos que montar uma estrutura grande em um curto espaço de tempo, dependendo só de 4G. Foi exigido um grande esforço do time tanto pelo número de equipamentos envolvidos quanto pela distância entre Serrana e São Paulo", completa.

Maio/2021


Nesta segunda-feira (31), foram apresentados os primeiros resultados do Projeto S, estudo clínico realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, interior de São Paulo. Ao vacinar toda a população adulta do município entre 17 de fevereiro e 11 de abril, o projeto avalia a efetividade da CoronaVac no controle da pandemia da Covid-19. "Serrana se transformou em um laboratório epidemiológico, um exemplo para o mundo", disse o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa.

Após a imunização com a vacina do Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, os óbitos na cidade em decorrência do novo coronavírus caíram em 95%, os casos sintomáticos em 80% e as internações, 86%. Os benefícios da vacinação da população em Serrana foram tanto diretos quanto indiretos: não só a população adulta que recebeu o imunizante foi protegida, como também os jovens e crianças abaixo de 18 anos e idosos com comorbidades, por exemplo, que não participaram do estudo clínico.

De acordo com o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, a infecção não foi "empurrada" para os grupos não vacinados, mas foi criada uma barreira de proteção. "O efeito da imunização foi tão forte que protegeu até os não vacinados, mesmo entre as pessoas mais idosas. Houve uma sincronização da epidemia entre os grupos de vacinados e não vacinados, um marcador do efeito indireto", explicou o diretor do estudo. "Quem recebe a vacina também protege o próximo", ressaltou.

"Para falar em particular dos mais idosos, que nos preocupam enormemente, também houve a diminuição do número de casos sintomáticos nas pessoas mais velhas que por algum motivo não puderam se vacinar, acompanhando a curva de redução de casos nos idosos que se vacinaram. Nos maiores de 80 anos, essa redução é ainda mais importante", esclarece Palacios. "O efeito em hospitalizações e mortes das pessoas mais idosas não deixa nenhuma dúvida sobre a importância da vacinação nessas faixas etárias."

Dimas Covas ainda frisou, na coletiva, que os dados obtidos não indicam a necessidade de revacinação dos idosos. "Esta é uma das melhores vacinas disponíveis no mundo, e que agora tem demonstrado o seu papel na epidemia. Mais importante que a eficácia da vacina é sua eficiência. Esse é o dado que atesta o efeito da vacina no mundo real", explica Dimas Covas.

Variantes do novo coronavírus

Outro ponto importante observado pela pesquisa clínica é que a vacinação de toda a população, realizada em quatro etapas, não estimulou o surgimento de novas variantes do vírus. Em vez disso, ajudou a controlar as cepas circulantes. A variante brasileira P1 é, atualmente, a maior em circulação no Brasil e também em Serrana, o que demonstrou a efetividade da vacina do Butantan também contra esta cepa.

Segurança da CoronaVac

Segundo o investigador principal do Projeto S e diretor do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges, a pesquisa reforçou a segurança que a CoronaVac já havia demonstrado nos ensaios clínicos de fase 3: "Após a segunda dose, tivemos apenas 0,2% de relatos de voluntários sobre reações adversas, e nenhum evento grave relacionado à vacinação".

Incidência do vírus antes da imunização

Na etapa anterior à vacinação, foi realizado um exame de sorologia nos voluntários para verificar a parcela da população que já havia entrado em contato com o vírus Sars-CoV-2. O resultado mostrou uma taxa de 25,7%, o que indicava uma alta incidência do vírus na cidade antes da realização do estudo clínico.

Maio/2021


O Projeto S é motivo de orgulho não só para o Butantan, realizador da pesquisa, mas também para a ciência como um todo. Foi com esse espírito que o presidente do instituto, Dimas Covas, apresentou, nesta segunda (31) ao lado do governador de São Paulo, João Doria, do investigador principal do Projeto S, Marcos Borges, e de cientistas do Butantan e de outras instituições as primeiras conclusões do estudo clínico pioneiro que está sendo realizado em Serrana para avaliar o impacto da vacinação sobre o controle da pandemia de Covid-19.

“Nenhum país do mundo fez um estudo dessa natureza”, afirmou o presidente do Butantan. “Devemos ter orgulho de realizar uma pesquisa dessa magnitude. O Brasil não precisa copiar nada. O Brasil pode sair na frente, sua ciência é competente. E aqui está a prova.”

Segundo Dimas Covas, estudos clássicos de eficácia, como os de fase 3 realizados com a CoronaVac – vacina do Butantan contra a Covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac –, que comparam pessoas vacinadas com pessoas que receberam placebo, são importantes para determinar o efeito da imunização em relação à doença e a internações. Mas não são suficientes para analisar o efeito da vacinação em termos da própria pandemia e da política de combate a ela.

Um estudo de eficiência, como é o caso do Projeto S, serve para avaliar de forma controlada o impacto da vacinação, o que permite entender as dinâmicas da epidemia e as formas efetivas para seu controle, o que é fundamental para o desenho de políticas públicas.

As primeiras conclusões do Projeto S foram apresentadas em coletiva de imprensa no Butantan por Marcos Borges, que além de investigador principal do estudo é diretor do Hospital Estadual de Serrana, e pelo diretor médico de ensaios clínicos do instituto, Ricardo Palacios. Entre outros dados, a pesquisa demonstrou que a imunização de toda a população adulta de Serrana fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95%.

Pesquisa mostra importância da vacinação, dizem cientistas

Também participaram da divulgação dos dados o médico infectologista do Instituto Emílio Ribas e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sergio Cimerman, o médico infectologista e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Esper Kallas, e a médica infectologista do Instituto Emilio Ribas Rosana Richtmann.

Os três cientistas ressaltaram a importância dos dados do Projeto S para mostrar à população a importância de se vacinar, a necessidade de tomar a segunda dose e a eficácia da vacina para combater a variante P.1 (amazônica) – o estudo mostrou que a CoronaVac protege também contra essa cepa, que representa 70% dos casos de Covid-19 no Brasil hoje.

Para Sergio Cimerman, a pesquisa mostra a confiança na vacina, já que a adesão da população à vacinação foi de 95%. “Quem é contra as vacinas vai repensar sua forma de ser. Independente de qual seja, vacina boa é vacina no braço. Quanto mais gente se vacinar, mais perto nós vamos chegar da situação de Serrana", afirmou ele, lembrando que a imunização é um ato coletivo e ressaltando que a vacina se mostrou segura, com baixíssimos efeitos adversos.

De acordo com o infectologista e professor da USP Esper Kallas, as conclusões do Projeto S atestam a importância da comunicação clara, científica e responsável para que o modelo de vacinação de Serrana possa ser replicado no resto do país. Segundo ele, basta olhar a situação epidemiológica das outras cidades da região (como Ribeirão Preto, onde nas últimas semanas houve um recrudescimento nos casos de Covid-19) para saber que o status de Serrana não é temporário, e que o efeito da vacina é “irrefutável”.

“Ações como essa mostram que iniciativas de combate à pandemia têm que ser coletivas. Não basta adotar uma medida pensando em si próprio. A gente só vai vencer a pandemia se todo mundo pensar na coletividade”, afirmou Esper Kallas. “O uso de vacina não foi para 100% da população, mas atingiu um controle significativo no município. É uma ação coletiva.”

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emilio Ribas, ressaltou o resultado de que as crianças, que não são vacinadas, também ficam protegidas, e assinalou que a pesquisa continua. "Precisamos ver se os resultados se solidificam, são sustentados. Por isso que o estudo segue, exatamente para responder mais perguntas que virão pela frente."

Maio/2021


A imunização de toda a população adulta do município de Serrana, no interior paulista, com a vacina CoronaVac, do Butantan, fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95% após a segunda vacinação do último grupo (veja os intervalos de confiança abaixo). Essa é a principal conclusão do Projeto S, estudo clínico de efetividade inédito no mundo realizado pelo instituto na cidade. A redução foi constatada por meio da comparação dos dados desde o início do projeto – até completar a vacinação de todos os grupos – com o restante do trimestre avaliado (fevereiro, março e abril de 2021).

Os resultados também mostraram que a vacinação protege tanto os adultos que receberam as duas doses do imunizante quanto as crianças e adolescentes com menos de 18 anos, que não foram vacinados. "A redução de casos em pessoas que não receberam a vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual", explica o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, também diretor do estudo.

Outra conclusão importante é a avaliação da incidência da doença em Serrana na comparação com as cidades vizinhas. Serrana tem cerca de 10 mil moradores que trabalham em Ribeirão Preto diariamente. Porém, enquanto Ribeirão Preto e cidades da região vêm apresentando alta nos casos de Covid-19, Serrana manteve taxas de incidência baixas graças à vacinação. Ou seja, além da queda das infecções, os moradores que transitam em outras cidades não trouxeram um incremento relevante nos casos. O Projeto S criou um “cinturão imunológico” em Serrana, uma barreira coletiva contra o vírus, reduzindo drasticamente a transmissão no município.

“As importantes conclusões do estudo poderão embasar as estratégias de imunização no Brasil e no mundo, e oferecem uma esperança do controle da pandemia com vacinas como a CoronaVac”, afirma o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. "Não precisamos criar ilhas para atingir a imunidade da população", complementa Ricardo Palacios. "Nós conseguimos satisfazer a vontade das pessoas de retomarem suas vidas quando a vacina é ofertada. Isso nos gera uma luz de esperança", completa.

A pesquisa, pioneira no mundo, foi desenvolvida pelo Butantan, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foi realizada em parceria com a Secretaria de Saúde e a Prefeitura Municipal de Serrana. O objetivo do projeto é entender qual a efetividade da CoronaVac, ou seja, como a imunização de toda uma população pode afetar o curso da epidemia. Na prática, entender como a vacina se comporta no mundo real.

O método utilizado para o ensaio clínico é chamado de implementação escalonada por conglomerados (stepped-wedge trial). Serrana foi dividida em 25 áreas, formando quatro grupos: verde, amarelo, cinza e azul – que receberam o imunizante seguindo esta ordem. A vacina foi ofertada a todos os maiores de 18 anos elegíveis para o estudo nestas áreas, de forma sequencial, em quatro etapas. Entre 17 de fevereiro e abril deste ano, ao longo de oito semanas, cerca de 27 mil moradores do município receberam o esquema vacinal completo: duas doses da CoronaVac com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. Isso representou uma cobertura próxima a 95% da população adulta, segundo censo de saúde feito previamente pelo Butantan.

Ricardo Palacios explica que o método de escalonamento permitiu avaliar e comparar as quatro áreas vacinadas. "Percebemos que os fenômenos observados não acontecem aleatoriamente, mas se repetem nos quatro grupos em momentos diferentes", afirma. "O resultado mais importante foi entender que podemos controlar a pandemia mesmo sem vacinar toda a população. Quando atingida a cobertura de 70% a 75%, a queda na incidência foi percebida até no grupo que ainda não tinha completado o esquema vacinal."

“A vacina é segura, eficaz, eficiente, de altíssima qualidade, e contribui para prevenir o desenvolvimento da doença, complicações e óbitos entre os infectados. Agora também sabemos que ela provoca efeito benéfico em uma população inteira, protegendo tanto os vacinados quanto os não vacinados e reduzindo a circulação viral de forma expressiva”, conclui Dimas Covas.

Intervalos de confiança dos índices de redução

Casos sintomáticos
- Queda de 80% (IC95 76,9% - 82,7%)

Internações
- Queda de 86% (IC95 74,1% - 92,3%)

Mortes
- Queda de 95% (IC95 62,7% - 99,3%)

May/2021


The immunization of all the adult population of the municipality of Serrana, in the countryside of São Paulo, with the Butantan´s CoronaVac caused a great reduction of 80% of the symptomatic cases and 95% of deaths after the second vaccination of the last group of the city (please see the trust gap in the end of the text).

This is the main conclusion of the clinical study of effectiveness - named “Project S” - an unprecedented study in the world, coordinated by the Institute that is related to the Government of São Paulo.

The reduction was stated by the comparison of the data from the beginning of the project until the vaccination of all the groups was completed - with all the trimester evaluated (february, march and april of 2021).

The results also showed that the vaccination protects not only the adults that received the two doses of the immunization but also the children and teenagers with less than 18 years old who were not vaccinated.

This proves that the intervention made in the city by Butantan created in it a true “immunological belt” with a collective barrier against the virus, drastically reducing the transmission in the municipality.

Another important conclusion of the research is the incidence of the disease in Serrana in comparison with the nearby cities. Serrana has around 10 thousand residents that works in Ribeirão Preto daily. However, while Ribeirão Preto and others cities in the region are presenting high levels of COVID-19 cases, Serrana maintained low taxes if compared to the cities with similar profile, due to the vaccination.

In other words, the success of the vaccination was confirmed not only by the decrease in the number of infected people but also showed that the residents of Serrana that goes daily from one city to another did not bring a relevant increase in the number of cases.

Between February 17 and April of this year, during 8 weeks, around 27 thousand residents of the municipality received the completed vaccination scheme: two doses of the CoronaVac with a gap of 28 days between the first and second doses. This represents a coverage of approximately 95% of the adult population of residents, according to the health census made previously by Butantan.

The research, conducted by Butantan Institute and approved by the ethical and sanitary authorities, counted with the partnership of the Medical School of USP in Ribeirão Preto and with the Municipal Government of Serrana.

The method used for the clinical trial is called stepped-wedge trial. The city was split in 25 sub areas forming four populacional groups, named clusters and identified by colors - green, yellow, gray and blue - which received the immunizing following this order. The vaccine was offered to all residents aged over 18 years eligible to the study in these areas, sequentially and in four degrees.

The study also concluded that the two last populacional groups participating on the vaccination were already benefiting from the reduction of the transmission of the virus generated by the immunization of the residents of the two first groups.

The medical director of the clinical research of Butantan Institute, Ricardo Palacios, who also directed the study, explains that the sequential scheduling permits the evaluation of the four vaccinated areas.

“We understood that the phenomena observed did not happen randomly, but it repeats in the four groups in different moments' ' explains. “ The most important result was understanding that we can control the pandemics even without vaccinating all the population. When reaching the coverture of 70 to 75%, the degree in the incidence was detected even in the group that had not completed the vaccination scheme already” completes.

According to Palacios, the clinical trial also confirmed the indirect effect of the vaccination, since it was possible to prove the protection of populations that were not vaccinated, such as the children. “ The reduction of the cases in people who did not receive the vaccine indicates the degree of the virus circulation. This enforces vaccination as a public health measure and not only an individual action” says the director of the study.

The municipality of Serrana was chosen to host the project and presents, by the time, a high level of prevalent infections by COVID-19 and by the fact that it has a regional hospital. The goal was to study the epidemiological impact of the vaccination on the adult population group, regarding the contention of the pandemic.

The vaccine was applied upon the volunteering participation of the residents. People attended to receive the immunizing in previously scheduled dates.

“The important conclusions of this study can support the strategies of immunization not only in Brazil but throughout the world, and it offers hope in the control of the pandemic with vaccines as the CoronaVac, which was developed in partnership of the chinese pharmaceutical Sinovac with Butantan” states the president of the Instituto, Dimas Covas.

According to the scientist and professor, the study of phase 4 proves the efficiency of the vaccine as a collective health strategy. The clinical trials of the phase 3, made between july and december of 2020, had already assured the efficacy of the immunizing, with varying levels between 50,7% to 62,3% to symptomatic cases and from 83,7% to 100% in occurences that demands any medical assistance.

“The vaccine is secure, effective, efficient, has a high level of quality and contributes to prevent the development of the disease, complications and deaths between the infected. We also know now that it causes beneficial effects in a whole population, protecting the vaccinated, the non vaccinated and significantly reducing the virus circulation.” concludes the president of Butantan.

Trust Gaps in the reduction levels mentioned in the first paragraph

Symptomatic cases
- Decrease of 80% (IC95 76,9% - 82,7%)

Hospitalization
- Decrease of (IC95 74,1% - 92,3%)

Deaths
- Decrease of (IC95 62,7% - 99,3%)

Maio/2021


Nesta segunda (31), o Butantan lança o quarto episódio da série documental em vídeo sobre o Projeto S, “Butantan chega aos braços de Serrana”. O documentário, dividido em cinco etapas, explica as motivações, objetivos e o pioneirismo do estudo clínico que o instituto realiza em Serrana para entender como a CoronaVac contribui para conter a pandemia de Covid-19, além de mostrar etapa por etapa sua realização a partir de depoimentos da equipe e dos moradores.

O episódio 4 mostra os sofrimentos e dores que a pandemia trouxe, as motivações para participar do estudo clínico (tanto da parte dos voluntários quanto dos colaboradores do Butantan), os sonhos, esperanças e expectativas para depois que a Covid-19 deixar de ser uma ameaça.

Todos os episódios podem ser assistidos no canal do YouTube do Butantan e acessados no site do Projeto S.

O episódio 1, “A cura individual é a cura coletiva”, explica o que motivou a realização da pesquisa clínica, seus objetivos, por que ela é importante e pioneira e as razões pelas quais Serrana foi escolhida para sediá-la. O episódio 2, “Mapeando Serrana”, conta como foi realizado o Censo da Saúde no município, essencial para o mapeamento da população e a organização das duas etapas de vacinação. Já o episódio 3, intitulado “A cidade da esperança”, mostra como foi a montagem dos pontos de vacinação, a formação e rotina dos coordenadores locais e o dia a dia da aplicação da primeira dose.

O Projeto S é um estudo clínico realizado pelo Butantan para avaliar a eficácia da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, para conter a pandemia e a transmissão do novo coronavírus a partir da vacinação da população inteira do município de Serrana, no interior paulista.

Abril/2021


Ao longo de mais de três meses, entre janeiro e abril, diversas equipes do Instituto Butantan se deslocaram até Serrana para realizar uma parte estratégica do Projeto S: a vacinação contra Covid-19 da população voluntária do estudo clínico. Funcionários de diversas áreas se uniram aos 18 coordenadores locais, deslocados de suas funções para atuar nas escolas transformadas em pontos de vacinação, e garantir que tudo desse certo – da montagem da infraestrutura física e tecnológica, passando pela divulgação das informações ao transporte das amostras de sangue até, é claro, a aplicação das vacinas.

Em São Paulo, Renata Giacon é secretária do diretor da Fundação Butantan. Em Serrana, ela foi coordenadora da EE Jardim das Rosas. Renata conta que sentiu orgulho ao ser escolhida para trabalhar no Projeto S e que a experiência foi incrível. “Todos nós voltamos outras pessoas. Foi um ensinamento para a vida”, afirmou a coordenadora. “Levar a esperança para as pessoas, sempre em busca de fazer o bem a serviço da vida, deixou todos nós, coordenadores, ainda mais animados, ainda mais focados”, acrescentou.

Além das dezenas – e, em algumas semanas, centenas – de funcionários do Butantan deslocados para Serrana, o Projeto S contratou mais de 400 profissionais de Ribeirão Preto e região para atuar em diversas funções: seguranças, atendentes, enfermeiras e médicos. Um deles foi Leonardo Pozzi Marques Novo, que atuou na triagem e liberação de testes de gravidez na EE Jardim das Rosas.

Médico recém-formado, Leonardo conta que trabalhar no Projeto S o fez se sentir útil. Para ele, foi um jeito de retribuir à sociedade a formação recebida. “Participar de um projeto desse, com um propósito tão importante, foi uma emoção muito grande. A sensação é de estarmos vencendo essa batalha”, vibra. O médico lembra que, na primeira semana de vacinação, os voluntários estavam receosos e com dúvidas, mas que depois a cidade abraçou a ideia e se engajou.

A também médica Thais Trevisan, responsável pela triagem dos voluntários na EE Deputado José Costa, lembrou outro ponto positivo da vacinação: a ausência de efeitos adversos graves entre os imunizados. “Um resultado bastante positivo do projeto e da vacina”, ressaltou. A auxiliar de pesquisa Pamela de Castro Silva, que recebia os voluntários na EE Deputado José Costa, acredita que a vacinação do Projeto S vai contribuir para o crescimento de Serrana. “O estudo vai ajudar na movimentação de pessoas e pode trazer mais empregos”, assinalou.

Para Viviane de Paula Francisco, que é moradora de Serrana, trabalhar no Projeto S foi duplamente gratificante: além de atuar na recepção dos voluntários na EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França, ela foi uma das moradoras vacinadas na pesquisa clínica. “É um orgulho fazer parte de algo que vai ficar para a história. Eu ajudei minha cidade”, resumiu ela, que foi imunizada no Grupo Verde, o primeiro a ser vacinado.

A vacinação em Serrana acabou em 11/4, mas Leonardo Marques Novo lembra que a imunização só acontece de duas a três semanas após a segunda dose. E mesmo depois desse período é preciso continuar usando máscara, evitar aglomerações, manter o distanciamento social e todas as medidas sanitárias, como a higienização das mãos.

O Projeto S vacinou 27.150 pessoas, o que representa praticamente toda a população adulta do município de Serrana. A expectativa é que as primeiras conclusões do estudo clínico sejam divulgadas em maio.

Abril/2021


Mesmo após o término da etapa de vacinação com a segunda dose da CoronaVac em Serrana, boa parte da população entende que o uso de máscaras, a higienização das mãos com álcool em gel e o distanciamento social precisam ser mantidos para preservar a saúde de todos.

A comerciante Dalete Barbosa, de 34 anos, foi imunizada no último dia da segunda etapa de vacinação, 11/4. Sobre o Projeto S, ela se sente agradecida: "Sabendo da situação que o Brasil e o mundo inteiro se encontram, para nós, de Serrana, o projeto foi muito gratificante. Tenho fé e certeza de que vai dar certo", diz.

"A pandemia foi muito dura para mim. Perdi familiares, amigos e pessoas muito próximas. É muito triste ver a situação chegando a este ponto e as pessoas não terem conscientização. Já fui chamada de burra por acreditar na ciência, na medicina e nos estudos. A vacina mostra que a gente tem que pensar no próximo", complementa Dalete.

Na visão da comerciante, muitas pessoas em Serrana não entendem a gravidade da situação. Ela, porém, desde o início da pandemia do novo coronavírus, compreendeu que era importante manter as medidas de proteção para garantir sua saúde e a do próximo. "Minha filha tem três anos e sempre usou a máscara", exemplifica. "Eu entendo que normas existem para serem cumpridas, e as pessoas parecem que gostam de descumprir as regras."

Ela espera que as pessoas da cidade tomem consciência de que todo mundo é igual e de que todos devem se esforçar da mesma maneira. Sua sensação agora é de esperança em dias melhores.

A veterinária Aline Maria de Oliveira, de 38 anos, proprietária de um pet shop, tinha receio, a princípio, de participar do estudo clínico do Butantan que aconteceu na cidade. Mas ao ver as pessoas saindo bem da vacinação, sem reações adversas, se tranquilizou.

Para ela, que tem pais idosos, a pandemia também foi motivo de grande preocupação. "Foi assustador, porque não sabemos como o vírus age no organismo de cada pessoa". Agora, Aline se sente mais aliviada ao pensar sobre o futuro: "Só pelo número de casos poderem diminuir ou não ter que passar por uma intubação, dá uma esperança de ter uma vida normal novamente. É muito triste a situação das pessoas que estão sozinhas no hospital."

Sobre as pessoas que não têm seguido as recomendações de segurança para evitar a propagação do vírus, ela explica: "Ainda está sendo complicado. Vejo muitos jovens sem responsabilidade, fazendo festinha, aglomerando. Saio para caminhar ou para fazer o trajeto do trabalho e vejo muita gente sem máscara, como se nada estivesse acontecendo. Parece que quem usa máscara e que é esquisito".

Próximos passos do Projeto S

O estudo clínico vacinou 27.150 pessoas com a segunda dose até 11/4, o que representa praticamente toda a população adulta do município de Serrana. Segundo os especialistas, são necessárias de duas a três semanas para que o vacinado gere os anticorpos necessários para que a imunização esteja completa. Os pesquisadores do projeto esperavam uma cobertura vacinal acima de 80% da população, mas foram surpreendidos.

Gustavo Volpe, médico do Hospital Estadual de Serrana e um dos coordenadores do projeto, explica que, durante o censo da saúde que ocorreu na cidade no ano passado, foram encontradas várias pessoas que não estavam dispostas a receber o imunizante, mas o resultado da cobertura vacinal mostrou que a população aceitou muito bem o projeto. "Atingimos mais de 97% de cobertura e isso mostra que a aceitação cresceu muito. As pessoas se sentiram seguras para tomar a vacina do Butantan".

O médico complementa: "No Projeto S, o personagem principal não é o indivíduo, mas a população. Nas próximas semanas, nós esperamos observar a redução de casos graves e hospitalizações, mas queremos observar também se existe a supressão da transmissão do vírus. Essa resposta é mais complicada de se obter, mas é muito importante". Após os primeiros resultados da pesquisa, que devem sair até meados de maio, a população vacinada e não vacinada ainda será acompanhada por um ano, especialmente em relação à vigilância de casos de internação e morte.

Abril/2021


Foi encerrada neste domingo (11), com uma cerimônia oficial na Fundação Cultural de Serrana, a vacinação contra a Covid-19 da população que faz parte do Projeto S, estudo clínico do Butantan sobre o impacto da imunização na contenção da pandemia. Com o fim da aplicação da segunda dose da vacina, a imunização da população de Serrana alcançou 27.150 pessoas, o que indica uma cobertura vacinal de 97,9%.

“Estamos encerrando essa etapa tão importante para conseguir respostas necessárias para a pandemia com a vacina do Butantan”, assinalou Gilberto de Pádua, assessor da Diretoria do Instituto Butantan. "Se eu pudesse resumir o projeto em uma palavra seria intensidade. Tudo no Projeto S foi muito intenso: o planejamento, o desenvolvimento, o número de participantes, as relações, o volume de trabalho", contou o médico Marcos Borges, diretor do Hospital Estadual de Serrana e investigador principal da pesquisa (PI, na sigla em inglês).

A vacinação deste domingo encerrou um ciclo de oito semanas de imunização da população de Serrana, iniciada em 17/2. O município foi dividido em quatro grupos, e a cada semana um dos grupos era vacinado – nas primeiras quatro semanas, com a primeira dose da vacina; nas quatro semanas seguintes, com a segunda dose. O resultado foram 6.600 pessoas do Grupo Verde vacinadas, 94,2% dos voluntários cadastrados na região; 6.370 moradores do Grupo Amarelo, 94,8% dos cadastrados; 5.928 pessoas do Grupo Cinza, 93,8% dos cadastrados; e 8.202 moradores do Grupo Azul, 99,2% dos cadastrados.

Foram aplicadas 54.872 doses da CoronaVac e registrados 46 eventos adversos graves. No período, houve seis óbitos por Covid-19: cinco pessoas faleceram após tomar somente a primeira dose, e uma pessoa faleceu após tomar a segunda dose (os sintomas começaram a se manifestar dois dias após a aplicação, o que indica que o paciente já estava infectado quando tomou a segunda dose). Entre as pessoas não vacinadas, foram 14 mortes por Covid-19.

O diretor de estudos clínicos do Butantan, Ricardo Palacios, destacou o número de aceitabilidade da vacina, que foi de 97,7% – um indicador expressivo, já que a CoronaVac foi vítima de informações equivocadas e críticas infundadas, inclusive de autoridades, unicamente por ser fruto de uma cooperação com a farmacêutica chinesa Sinovac.

"Esse número foi alcançado por meio de um trabalho que faz de Serrana um exemplo. Aqui, foi unificada a voz da ciência e das autoridades, tanto de Estado quanto do município, com os entes de saúde, e todos falam a mesma coisa: é importante que as pessoas tomem vacina", resumiu o pesquisador. Para Palacios, o fato de Serrana ter aceitado a vacina indica que a população se apropriou do Projeto S.

Os moradores continuarão sendo acompanhados por mais um ano, tanto os vacinados quanto os não vacinados, especialmente em relação à vigilância de casos de internação e óbito. A expectativa é que as primeiras respostas relacionadas ao estudo clínico comecem a ser obtidas a partir de maio, quando acaba o período de duas semanas após a aplicação da segunda dose necessário para que o sistema imune gere anticorpos.

Abril/2021


Entre quarta (7) e domingo (11), acontece a última semana de aplicação da segunda dose da CoronaVac na população participante do Projeto S, estudo clínico que o Butantan realiza em Serrana para entender o impacto da vacinação coletiva na contenção da pandemia de Covid-19. A última semana de vacinação envolve o Grupo Azul, a maior dentre as quatro regiões em que Serrana foi dividida. Poderão buscar os pontos de vacinação os 8.329 moradores do Grupo Azul que receberam a primeira dose da CoronaVac.

Uma das voluntárias que receberá a segunda dose nesta semana é Monise Guimarães da Silva, de 26 anos, atendente de alunos na EMEF Professora Dalzira Barros Martins. “Na primeira dose eu já falei 'moça, estou emocionada’ porque eu esperei tanto por isso, eu quis tanto isso”, brinca ela. “A gente vive com medo de pegar a doença. Mesmo estando vacinado só com a primeira dose a gente ainda tem medo de pegar”, completa.

Para que a imunidade esteja completa, é preciso aguardar pelo menos duas semanas depois de receber a segunda dose da vacina. Somente após esse período os resultados preliminares do Projeto S poderão ser observados. A expectativa é que as primeiras conclusões do estudo clínico sejam publicadas em meados de maio.

O horário de vacinação é das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 aos sábados e domingos. Os pontos de vacinação são as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França. Para se vacinar, é preciso procurar a mesma escola onde foi aplicada a primeira dose.

A aplicação da segunda dose da CoronaVac em Serrana começou no dia 17/4. Na primeira semana, do Grupo Verde, foram vacinados 6.350 voluntários; na segunda semana, do Grupo Amarelo, houve a vacinação de 6.045 pessoas; e na terceira semana, do Grupo Cinza, foram imunizados 5.575 moradores. Sendo assim, nas três primeiras semanas de aplicação da segunda dose, foram vacinadas 17.970 pessoas em Serrana.

Abril/2021


Neste domingo (4), foi finalizada a aplicação da segunda dose da vacina do Butantan nos habitantes do Grupo Cinza (cluster), em Serrana, no estudo clínico Projeto S. A vacinação desta área aconteceu a partir de quarta-feira (31) e se estendeu até o final da semana.

Foram 5.575 vacinados no ciclo dois. Esse número corresponde a 92% dos habitantes deste grupo em comparação ao primeiro ciclo, que imunizou 6.060 pessoas. No total, a segunda dose foi aplicada em 88,23% dos participantes alvo do cluster.

Segundo Marcos Borges, diretor do Hospital Estadual de Serrana e pesquisador do Projeto S, os números de vacinação da segunda dose indicam que a população entendeu a proposta do Projeto S e teve uma boa adesão ao estudo. “A gente esperava uma cobertura vacinal acima de, pelo menos, 80%. A cobertura está sendo excelente”, diz o médico.

Para que a imunidade esteja completa, é preciso aguardar pelo menos duas semanas depois de receber a segunda dose da vacina. Somente após esse período os primeiros resultados do Projeto S poderão ser observados. "É muito importante que as pessoas venham tomar a segunda dose para garantir a imunidade. Além disso, a proteção não acontece imediatamente, então todas as medidas de segurança contra o novo coronavírus devem continuar sendo seguidas", ressalta Leonardo Pozzi Marques Novo, médico na Escola Estadual Jardim das Rosas.

A próxima e última área da cidade a ser imunizada é a azul, que tem o maior número de habitantes cadastrados e também vacinados no primeiro ciclo: 8.329. A vacinação começa na quarta (7) e vai até domingo (11). Nos dias da semana, o horário para comparecer aos pontos de imunização é das 14h30 às 20h30. Já aos finais de semana, o horário é das 8h às 15h30.

É importante lembrar que, na segunda dose, os moradores de Serrana devem comparecer à mesma escola em que tomaram a primeira. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Março/2021


Começa nesta quarta (31/3) e vai até o domingo (4/4) a vacinação do Grupo Cinza, a terceira região de Serrana a receber a segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19 como parte do Projeto S. O estudo clínico vai imunizar a população da cidade paulista para entender o impacto da vacinação no controle da pandemia e da transmissão do novo coronavírus.

Podem receber a segunda dose da vacina 5.847 pessoas – esse é o número de voluntários que receberam a primeira dose. O horário de vacinação vai das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 aos sábados e domingos. Os pontos de vacinação são as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França. Para se vacinar, é preciso procurar a mesma escola onde foi aplicada a primeira dose.

Uma das voluntárias do Projeto S que receberão a segunda dose nesta semana é a professora Arlete de Fátima Ferreira, vice-diretora e coordenadora pedagógica na EMEF Jardim Dom Pedro I. Arlete lembra que, no início, o Projeto S a deixou receosa. “Por que Serrana foi escolhida dentre tantas cidades do Brasil? A primeira impressão foi de desconfiança.” Mas com os esclarecimentos à população ela foi mudando de opinião. Tanto que, quando recebeu a primeira dose da vacina, o sentimento já foi de alívio. “Lembrando que a gente tem que continuar com os procedimentos de higiene, usar máscara, fazer a higienização das mãos, e tomar a segunda dose. Eu acredito que esse projeto é de essencial importância pra nossa cidade.”

Até agora, já receberam a segunda dose da CoronaVac 12.669 moradores de Serrana, voluntários dos Grupos Verde e Amarelo. A partir da semana que vem, entre os dias 7 e 11 de abril, começa a aplicação da segunda dose nos voluntários do Grupo Azul, o último a ser vacinado.

A expectativa é que as primeiras conclusões da pesquisa clínica realizada no Projeto S sejam obtidas algumas semanas após o final da vacinação, em meados de maio.

Março/2021


Já são 12 mil moradores de Serrana imunizados com a primeira e a segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19 no contexto do Projeto S, iniciativa que o Butantan realiza no município paulista para entender o impacto da vacinação no controle da pandemia e na redução da transmissão do novo coronavírus. O número foi alcançado neste domingo (28), com o encerramento da segunda fase da vacinação do Grupo Amarelo, o segundo a receber a imunização.

Entre os dias 24 e 28 de março, 6.045 voluntários buscaram uma das oito escolas que são pontos de vacinação em Serrana para receber a segunda dose. Contando que 6478 haviam recebido a primeira dose no Grupo Amarelo, o resultado é uma cobertura total de 93,3% dos voluntários cadastrados nessa área. Na soma dos grupos Verde e Amarelo – os primeiros a receberem a segunda dose – já são 12.669 moradores de Serrana imunizados com as duas doses, o equivalente a 44,6% do total de voluntários cadastrados no estudo, e 45,7% do total de pessoas que receberam a primeira dose.

De acordo com a enfermeira Glenda Renata de Moraes, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Serrana que acompanha a vacinação do Projeto S, a CoronaVac tem se mostrado muito segura e o número de eventos adversos é baixo. “A gente tem recebido muito pouco evento adverso nessas primeiras semanas da segunda dose”, explica.

A enfermeira conta que os eventos adversos reportados pela população até agora foram todos leves ou moderados, como dor no corpo, dor no local da aplicação, prurido ou cefaleia de baixa intensidade, e que a maioria das pessoas não precisou ser medicada. “Não chega a 1% de ocorrência de eventos adversos na comparação com o total de vacinas aplicadas desde o dia 17 de fevereiro”, afirma Glenda.

Para quem ainda vai se imunizar nos grupos Cinza (31/3 a 4/4) e Azul (7/4 a 11/4), a enfermeira aconselha que, antes de buscar o posto de vacinação (cada cidadão deve buscar a mesma escola onde recebeu a primeira dose), as pessoas se alimentem, levem água e evitem marcar compromissos posteriores, porque o processo pode demorar. “Quem já passou pela primeira fase sabe que a primeira dose foi tranquila, então a ansiedade é menor”, acrescenta. Também é importante continuar com as medidas de prevenção, como usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social.

O horário de vacinação é sempre das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 aos sábados e domingos. Os pontos de vacinação são as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Março/2021


Começa nesta quarta (24) a aplicação da segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19 no Grupo Amarelo, segunda região de Serrana a receber a imunização como parte do Projeto S. Nessa área, receberam a primeira dose e devem procurar os postos de vacinação até domingo (28) 6.703 pessoas, 94,8% do total de voluntários cadastrados para participar do estudo clínico.

Na vacinação do Grupo Verde, o primeiro a receber a segunda dose, entre 17 e 21/3, 6.350 participantes receberam a vacina do Butantan. Esse número representa 89,8% dos habitantes cadastrados na área verde (7.071 moradores), sendo que 6.762 deles haviam recebido a primeira dose.

Segundo Gustavo Volpe, um dos coordenadores médicos do Projeto S, uma adesão de 80% da população de cada um dos quatro grupos já é um bom indicador de que é possível chegar à imunização coletiva na cidade.

O horário de vacinação é das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 aos sábados e domingos. Para receber a segunda dose, os moradores de Serrana devem procurar a mesma escola em que tomaram a primeira dose. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Os participantes devem seguir a cor da semana em que receberam a primeira dose, mesmo que ela seja diferente da cor do cadastro inicial. Ou seja, se uma pessoa foi cadastrada no Grupo Verde, mas tomou a vacina no período indicado para o Grupo Amarelo, deve tomar a segunda dose nesta semana, que é dedicada ao Grupo Amarelo. Isso garante que o intervalo entre a primeira e a segunda dose seja o ideal para gerar a melhor resposta imune.

O Projeto S é um estudo clínico que está sendo conduzido pelo Butantan em Serrana para monitorar de perto as consequências da vacinação em relação à transmissão da Covid-19 e à capacidade da vacina reduzir o contágio. Para isso, os moradores voluntários foram cadastrados, estão sendo vacinados e serão acompanhados por mais de um ano pelas equipes do Instituto Butantan, do Hospital Estadual de Serrana e outras instituições parceiras. A partir desse acompanhamento, será possível entender, além do impacto da vacinação sobre a doença e sua transmissão, outros aspectos, como a redução na ocupação de leitos hospitalares, a adesão das pessoas à vacinação, a ocorrência de reações adversas e impactos indiretos na economia.

Março/2021


Fazer parte de um estudo inédito no mundo, que vai imunizar a população inteira de uma cidade para entender os impactos da vacinação no controle da pandemia da Covid-19, é um privilégio que só os moradores de Serrana têm. É dessa forma que a população descreve o sentimento de participar do Projeto S, que começou em meados de fevereiro e já está na segunda etapa, com a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 nos voluntários.

Roseli Helena do Bem, de 57 anos, morou a vida inteira em Serrana. Para ela, que foi vítima do poliovírus, é um orgulho fazer parte de um estudo que vai contribuir para a saúde e o bem-estar das pessoas no futuro – assim como, no passado, voluntários contribuíram para o estudo de uma vacina que combatesse a poliomielite.

“Se hoje as crianças são saudáveis, podem correr, é porque teve um projeto parecido com esse para testar a vacina contra a poliomielite. Daqui vão sair muitas respostas que vão deixar a população mundial mais tranquila no futuro. E a gente também vai estar protegido”, afirma. Roseli conta que a maioria das pessoas que ela conhece tem reagido positivamente ao Projeto S, e que o estudo é uma esperança para que as coisas voltem ao normal mais rapidamente.

“Vou poder sair de casa, viajar, ir na casa dos parentes, fazer festa. Ter a minha vida normal. Porque está muito triste, a gente está preso. Se vou conversar com alguém, já vou com medo: ‘será que aquela pessoa está saudável?’. Estando imunizada, não vou ter medo de estar me contaminando ou de estar passando o vírus”, acrescenta. Além disso, ela espera que a situação econômica melhore, que as pessoas retomem suas atividades e o comércio reabra.

O estudante João Pedro Campos, de 19 anos, pensa como Roseli. Ele tomou a segunda dose da vacina em 17 de março e não teve nenhum sintoma adverso. Para João, participar do Projeto S é uma forma de retomar a vida como era antes da pandemia de Covid-19. “Esse estudo vai ser muito bom porque as pessoas da cidade estão aflitas querendo tomar a vacina pra poder se imunizar e fazer o que faziam antes”, conta. O que João mais quer é voltar a sair com os amigos e, principalmente, poder estudar presencialmente. “Você aprende muito mais do que estudando em casa.”

E não é só quem é voluntário do Projeto S que se sente privilegiado. Michel Costa mora em Ribeirão Preto e trabalha no Projeto S como vigilante da EMEF Professora Dalzira Barros Martins, escola que sedia a Sala de Monitoramento. Ele conta que ficou feliz quando começou a atuar no estudo, mas logo entendeu que era uma posição de muita responsabilidade. “A gente consegue ter uma dimensão maior do que é o problema do coronavírus. Quando a gente está de fora, vê só uma parte. Mas participando da mecânica da pesquisa, a gente tem noção de até onde está atingindo toda a sociedade”, explica.

Março/2021


“A contribuição do Projeto S vai ficar na História: na história do Butantan, na história do Brasil e na história da ciência mundial.” É com essas palavras que o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, define a herança que vai ser deixada pelo estudo clínico que está sendo realizado em Serrana, interior de São Paulo, para avaliar o impacto da vacinação na redução de casos de Covid-19 e na diminuição da transmissibilidade do novo coronavírus.

A pesquisa conduzida pelo Projeto S é a primeira do mundo neste gênero, e está sendo realizada pelo Butantan com o apoio do Hospital Estadual de Serrana, da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e da Prefeitura Municipal de Serrana, entre outras instituições.

“Com esse estudo, o Butantan inova mais uma vez no curso da pandemia”, explica Dimas. “O Instituto já inovou fazendo outras atividades que são extremamente importantes: testagem, desenvolvimento de novas estratégias de enfrentamento da pandemia, e agora com esse estudo”, completa.

“A contribuição científica é inestimável. Esperamos que, nos próximos anos, esse aprendizado possa ser utilizado pelo Butantan, pelo Brasil e por outros países também”, acrescenta. De acordo com o diretor do Instituto, uma das principais características que distinguem o Projeto S em relação a seu impacto na saúde pública é que é uma pesquisa de epidemiologia sendo realizada durante uma epidemia.

Além do impacto da vacinação na redução de casos (sabe-se que a vacina protege contra a doença, mas não seu efeito sobre o curso da epidemia) e no controle da pandemia (o que indicará se a população terá que conviver com o vírus por muito tempo ou se a vacinação fará com que o vírus desapareça), o Projeto S vai analisar o impacto da imunização na redução da carga de doença (em termos de economia para o sistema de saúde, ocupação de leitos hospitalares, número de consultas médicas, liberação dos hospitais para o tratamento das outras doenças que nesse momento ficaram em segundo plano).

Também serão analisadas questões como a adesão da população à vacinação, a ocorrência de reações adversas e efeitos indiretos na economia e na circulação de pessoas. Além disso, estão sendo testadas ferramentas que podem ser úteis no combate à epidemia: aplicativo de controle da vacinação, aplicativo de acompanhamento de reações adversas, aplicativo de identificação de sintomas compatíveis com a Covid-19, censo geolocalizado em tempo real, entre outras.

A previsão é que as primeiras respostas possam ser obtidas em meados de maio, algumas semanas após o final da aplicação da segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19 na população de Serrana, que se encerra em 11 de abril.

Março/2021


Na semana passada, foi iniciado o segundo ciclo de imunização com a vacina do Butantan no estudo clínico realizado na cidade de Serrana. O Grupo Verde (também denominado cluster), primeiro dos quatro seguindo ordem definida em sorteio, foi vacinado de quarta (17) a domingo (21).

Ao todo, 6.350 participantes receberam a segunda dose da CoronaVac. Esse número representa 89,8% dos habitantes alvo na área verde. O cluster conta com 7.071 moradores cadastrados e, no primeiro ciclo, 6.762 deles receberam a vacina, número equivalente a 95,6% dos participantes.

Vale lembrar que a diferença entre os habitantes cadastrados e os imunizados, além da redução no número de participantes entre a primeira e a segunda dose, pode ter acontecido por motivos como impossibilidade de comparecer aos pontos de vacinação na semana designada, gravidez e doenças que estejam descontroladas.

A próxima região a ser imunizada, entre os dias 24 e 28 de março, é a amarela, que conta com 6.720 participantes alvo. No ciclo passado, 96,4% deles compareceram às escolas e receberam a primeira dose da vacina, o que representa uma excelente adesão da população.

Na segunda dose, é importante que os moradores de Serrana compareçam à mesma escola em que tomaram a primeira dose. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França. O horário de vacinação é sempre das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 aos sábados e domingos.

Os participantes ainda devem seguir a cor da semana em que se vacinaram, mesmo que ela seja diferente da cor do cadastro inicial. Ou seja, se uma pessoa foi cadastrada no Grupo Verde, mas tomou a vacina no período indicado para o Grupo Amarelo, deve tomar a segunda dose na semana dedicada ao Grupo Amarelo. Isso garante que o intervalo entre a primeira e a segunda dose seja o ideal para gerar a melhor resposta imune.

Março/2021


A aplicação da segunda dose da vacina do Butantan contra a Covid-19 nos voluntários do Projeto S continua mobilizando os moradores de Serrana. Em apenas dois dias de vacinação do Grupo Verde (o primeiro a ser imunizado tanto na primeira quanto na segunda etapa), 46% de todos os moradores da região, o equivalente a 3.149 pessoas, já haviam buscado uma das oito escolas que sediam a pesquisa e recebido a segunda dose.

“Está fluindo muito bem. Estamos mais tranquilos agora porque já conseguimos vacinar uma boa parte das pessoas dessa área”, conta Bruna Colli, uma das coordenadoras da pesquisa na EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis. “As pessoas estão contentes de receber a vacina. Então elas vêm com calma, têm paciência para aguardar e, como o fluxo está rápido, saem bem felizes”, completa.

A enfermeira Roseli Moreira é responsável pela coleta de exames na EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França – tanto na aplicação da primeira quanto da segunda dose, são feitos exames de sangue para saber se os voluntários já tiveram contato com o novo coronavírus e, no caso de mulheres, para confirmar ou descartar a hipótese de uma gravidez (grávidas não podem participar do Projeto S, pois não há estudos sobre o impacto da vacina nessa população). “Nós tivemos uma adesão muito positiva”, relata Roseli. “A população fez sua parte. Eles se interessaram pelo projeto, vieram aqui, perguntaram, quiseram saber e estão retornando para a segunda dose da vacina.”

A receptividade do povo de Serrana ao Projeto S é visível. Na EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França, a equipe da diretora Maria Aparecida de Souza Ferreira pendurou um cartaz com os dizeres “Gratidão ao Butantan”. “Em nome de toda a cidade de Serrana, gostaria de dizer muito obrigada ao Instituto Butantan por ter escolhido a nossa cidade. Cada pessoa do Butantan deu o seu melhor aqui”, contou ela.

João Fernando Gobo, diretor da EMEF Professora Dalzira Barros Martins, que sedia a Sala de Monitoramento do Projeto S, diz estar orgulhoso de participar e espera que em breve a cidade possa retornar à vida normal. “Nesse momento que a gente está vivendo de muita ansiedade, de muito medo, sinto gratidão por tudo que está acontecendo aqui em Serrana”, afirma. Ele lembra que a escola, por décadas, serviu à educação das crianças e, agora, serve à produção de conhecimento científico por meio do Projeto S.

O apreço da população de Serrana é retribuído pelos funcionários do Butantan que trabalham na pesquisa. Fábia Cestari, que trabalha há 30 anos no Butantan e é uma das coordenadoras da EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França, conta que a cidade recebeu a equipe do Instituto com dedicação e carinho. “É com grande prazer que a gente vem pra Serrana. Pra mim a palavra também é gratidão”, afirma. “É um orgulho participar desse projeto. Diariamente as pessoas nos agradecem, e a gente fica muito feliz”, acrescenta Bruna Colli.

Março/2021


Começa nesta quarta (17), a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 nos voluntários participantes do Projeto S, estudo clínico que o Butantan conduz na cidade de Serrana, interior de São Paulo, para entender o impacto da vacinação na redução de casos graves da doença e na transmissibilidade do novo coronavírus. A etapa inicial do estudo, com a aplicação da primeira dose da vacina, foi encerrada no último domingo (14), e envolveu mais de 27 mil pessoas, o equivalente a 97% do público-alvo da pesquisa.

“Esperamos que a aplicação da segunda dose também seja um grande sucesso, como foi a primeira fase. Nossa expectativa é que o estudo possa contribuir de forma importante para o entendimento dessa pandemia. Por isso, espero que a população de Serrana compareça da mesma maneira que compareceu à primeira fase”, afirmou o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, que esteve em Serrana para acompanhar o primeiro dia de vacinação da segunda dose.

A imunização acontecerá da mesma forma que na aplicação da primeira dose, seguindo a sequência de quatro regiões nas quais Serrana foi dividida: Grupo Verde, Amarelo, Cinza e Azul. A vacinação da região verde vai de 17 a 21/3; da amarela, de 24 a 28/3; da cinza, entre 31/4 e 4/4; e da azul, de 7 a 11/4. O horário de vacinação é das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo.

O público esperado do Grupo Verde, o primeiro a ser vacinado e que agora deve tomar a segunda dose, é de 6.568 pessoas. “Não é algo trivial você vacinar quase 7 mil pessoas em quatro ou cinco dias. É uma logística muito grande, uma coordenação muito complexa. Mas todas as dificuldades estão sendo vencidas. O que importa é que o projeto está indo muito bem, é um projeto vencedor”, salientou Dimas.

Para tomar a segunda dose, os moradores de Serrana devem se dirigir à mesma escola onde tomaram a primeira dose. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Além disso, devem seguir a cor da semana em que se vacinaram, mesmo se ela for diferente da cor do cadastro. Ou seja, se uma pessoa foi cadastrada no Grupo Verde, mas tomou a vacina no período indicado para o Grupo Azul, ela deve tomar a segunda dose na semana dedicada ao Grupo Azul. Isso é importante para que o intervalo entre a primeira e a segunda dose seja o ideal para gerar a melhor resposta imune.

É preciso levar documento com foto, carteira de vacinação e receita dos remédios que estiver tomando. Se houve testemunha na primeira etapa para confirmar informações, o ideal é levá-la novamente.

Março/2021


A segunda etapa da vacinação do Projeto S em Serrana começa em 17 de março e o clima da cidade já começa, aos poucos, a mudar. O primeiro ciclo de imunização foi finalizado com alta adesão da população: 97,3% dos habitantes cadastrados foram vacinados, o equivalente a 27.619 pessoas. A cidade, onde a circulação do vírus ainda é muito alta, pode ter a pandemia freada ao atingir a imunidade coletiva, mas a situação continua inspirando cuidados.

"Estamos lotados e a demanda está grande”, explica o enfermeiro e responsável técnico pela UPA de Serrana, Tiago Bueno. “Temos vários pacientes graves que necessitam de cuidados complexos. Pacientes intubados e alguns aguardando vaga para um hospital de retaguarda. Faz uns oito meses que a equipe está sobrecarregada. Cancelamos férias, folgas e o pessoal está sempre cobrindo plantão para que não falte atendimento aos habitantes."

Após o segundo ciclo de imunização, no entanto, a perspectiva de Tiago para o sistema de saúde é otimista. "Estamos bastante esperançosos com a segunda dose da vacinação, para que a contaminação caia e a gravidade do estado de saúde dos pacientes acometidos pelo vírus diminua. Assim, teremos uma melhor qualidade de saúde no município como um todo". Segundo os pesquisadores do Projeto S, a expectativa é que a imunização coletiva aconteça após a aplicação da segunda dose da vacina, devido ao alto percentual de aceitação e vacinação dos munícipes.

Com isso, diversas pessoas começam a fazer planos para o período em que a pandemia estiver mais controlada. José Aprígio do Nascimento, 60 anos, é nascido e criado em Serrana. O comerciante diz que, hoje em dia, vive com medo, porque sabe que morreu bastante gente na cidade. Por trabalhar em contato com muita gente, ele não vê a hora de estar imunizado para que sua rotina volte ao normal e ele se sinta seguro.

Marlene Silva, que também é comerciante, tem opinião semelhante. "A vacinação valoriza a nossa cidade e a saúde de quem gosta de viver. As pessoas vão parar de morrer e isso é o mais importante. Tudo vai ser melhor para Serrana. Nós, do comércio, temos que ter muito cuidado e consciência. Então, espero que depois da vacinação a situação melhore para todos os comerciantes e moradores de Serrana", afirma.

Everton Renan Ribeiro França, 29 anos, é motorista carreteiro e nasceu em Serrana. Ele acha que a situação está difícil não só para os mais velhos, mas para os mais jovens também. "Todo jovem tem um familiar de mais idade ou com uma doença grave. E o jovem também está correndo risco”.

Sua expectativa é que a pandemia na cidade possa ser controlada o mais breve possível após a vacinação com a segunda dose da CoronaVac. "Espero que tudo isso acabe. Gostaria que tudo voltasse a, pelo menos, 80% do normal", diz. "As pessoas precisam se conscientizar de que temos que continuar nos cuidando. A máscara e o álcool em gel não são dispensáveis no momento. Os jovens precisam evitar as festas clandestinas que estão acontecendo, e isso não é segredo para ninguém".

Ele ainda completa: "Eu tenho minha mãe, que tem 87 anos, e minha preocupação maior é com ela. Nós nos vacinamos juntos". O recado que ele dá aos jovens é: "tenham paciência, festas e eventos podem esperar mais um pouco".

Março/2021


Nesta quarta-feira (17), inicia o segundo ciclo do estudo clínico em Serrana, com a aplicação da segunda dose da CoronaVac nos voluntários. A ordem de vacinação dos grupos é a mesma do ciclo anterior (verde, amarelo, cinza e azul), mas os habitantes devem ser imunizados na data correspondente ao grupo em que receberam a primeira dose, mesmo que não seja o grupo inicial de seu cadastro.

É importante lembrar que os voluntários também devem se vacinar na mesma escola em que receberam a primeira dose do imunizante. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Os participantes da pesquisa clínica precisam levar documento com foto, carteira de vacinação e receita dos remédios que estiverem tomando. Se houve testemunha na primeira etapa para confirmar informações, o ideal é levá-la novamente. A vacinação da área verde vai de 17 a 21 de março. Os horários permanecem os mesmos: das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo.

No primeiro ciclo de vacinação, que durou de 17 de fevereiro a 14 de março, 97,3% dos inscritos no estudo clínico foram vacinados, o que corresponde a 27.619 pessoas. O Grupo Azul, último a ser imunizado, teve 100,7% de adesão dos participantes. Foram 8.329 moradores no total do grupo. As outras áreas, verde, amarela e cinza, tiveram, respectivamente, 95,6%, 96,4% e 95,7% de participação.

Março/2021


Neste domingo (14), foi finalizada a aplicação da primeira dose da vacina do Butantan na população adulta da cidade de Serrana. No total, 97,3% dos inscritos no estudo clínico foram vacinados. O Grupo Azul, último a ser imunizado, teve 100,7% de adesão dos participantes. Foram 8329 moradores no total do grupo. As outras áreas, verde, amarela e cinza, tiveram, respectivamente, 95,6%, 96,4% e 95,7% de participação.

Dos 28.380 voluntários da pesquisa clínica, 27.619 foram imunizados. A diferença entre os habitantes cadastrados e os vacinados pode corresponder a populações que não puderam participar do estudo, como gestantes, lactantes e pacientes com comorbidades, ou incluir moradores que não puderam comparecer às escolas no período determinado.

Segundo Natasha Nicos Ferreira, médica infectologista e uma das pesquisadoras do Projeto S, a adesão alcançou excelentes resultados. “Para a imunidade coletiva, precisamos de um alto percentual de pessoas vacinadas. No caso da Covid-19, ninguém sabe exatamente qual é. Para algumas doenças, ter 60% das pessoas imunizadas é suficiente. Para outras precisa de 80 ou 90%”.

“Vamos observar com o passar do tempo, mas, muito provavelmente, mais de 80% da população vacinada será suficiente para atingir a imunidade coletiva e controlar a pandemia no município”, completa a médica.

Na quarta-feira desta semana (17), inicia o segundo ciclo da pesquisa, com a aplicação da segunda dose da CoronaVac, seguindo a mesma ordem definida em sorteio para o ciclo anterior: grupos verde, amarelo, cinza e azul. A vacinação da área verde vai até domingo (21). Os horários permanecem os mesmos: das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo.

É importante lembrar que os voluntários devem se vacinar na mesma escola em que receberam a primeira dose do imunizante. São oito pontos de vacinação: as EEs Jardim das Rosas, Neuza Maria do Bem e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Março/2021


Nesta quarta (10), primeiro dia de vacinação dos moradores de Serrana que pertencem ao Grupo Azul, o Projeto S atingiu uma marca importante: 21 mil pessoas imunizadas. Esse número corresponde a 74% do total de voluntários cadastrados para participar do estudo e a quase metade da população total do município, de 45 mil pessoas.

“Temos 28 mil pessoas cadastradas para participar do estudo. Passar de 20 mil doses aplicadas significa que a vacinação está sendo um sucesso. Podemos afirmar que já recebemos 70% da população que estávamos esperando”, explica a médica infectologista do Hospital Estadual de Serrana Natasha Nicos Ferreira, uma das principais pesquisadoras do Projeto S. “Estamos muito felizes com a receptividade dos moradores da cidade”, completa.

A vacinação do Grupo Azul, a última região da cidade a ser imunizada e que possui a maior quantidade de moradores, vai até o próximo domingo (14). Para se vacinar, a população cadastrada deve se dirigir a uma das oito escolas que são pontos de participação na pesquisa: EE Neuza Maria do Bem, EE Jardim das Rosas, EE Deputado José Costa, EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis, EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, EMEF Edesio Monteiro de Oliveira, EMEF Jardim Pedro I e EMEF Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França. O horário da vacinação vai das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo.

A partir do dia 17, a pesquisa entra em uma nova etapa, quando a população começa a receber a segunda dose da vacina. O processo será o mesmo que na primeira dose: primeiro serão imunizados os moradores da região verde, depois amarela, em seguida cinza e, por último, azul.

“Ainda precisamos dar um passo muito importante, que é avançar e aplicar a segunda dose da vacina em todo mundo que já passou pela primeira etapa do estudo”, conta Natasha. “A primeira dose ainda não traz a proteção necessária, então as pessoas precisam se proteger. Mas estamos muito felizes de constatar toda essa colaboração e participação. As pessoas que moram em Serrana estão interessadas em receber a vacina e querem fazer parte do projeto com a nossa equipe. Estamos muito felizes com os resultados.”

A previsão é que as primeiras conclusões da pesquisa comecem a ser divulgadas cerca de um mês após o encerramento da aplicação da segunda dose, ou seja, três meses após o início do estudo clínico.

Março/2021


A vacinação do Projeto S, em Serrana, acontece em oito escolas que viraram pontos de imunização dos habitantes do município. Para que todas as etapas do processo ocorram conforme o planejado, cada uma das escolas conta com dois coordenadores. Eles são funcionários do Instituto Butantan que estão em Serrana desde o começo do projeto, trabalhando para que toda a população adulta da cidade possa ser vacinada contra a Covid-19.

A rotina dos coordenadores começa cedo e acaba tarde. Vanessa Evelin Jesus, Gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, e Lucimar Pereira de Souza, Diretor Técnico I do Núcleo de Gestão de Pessoal, são os responsáveis pela EE Professora Neusa Maria do Bem. São eles que estão à frente da operação, que vai da recepção dos moradores à liberação dos pacientes após a imunização (veja, ao final do texto, todas as etapas para a vacinação na primeira e na segunda dose).

“São oito semanas de uma responsabilidade imensa. Sempre reforçamos aos colaboradores que eles estão fazendo parte da história, assim como nós, para mostrar o quão importante é o Projeto S e motivá-los. Em um projeto desta magnitude, ninguém trabalha sozinho”, explica Lucimar. Para Vanessa, ver a satisfação dos voluntários do projeto é recompensador: “Não importa se a pessoa está nervosa, sempre tratamos a todos com a maior gentileza. Nossa alegria de ver uma pessoa saindo da escola feliz e vacinada é impagável”.

Algumas vezes por semana, a dupla se reúne no hall do hotel em que estão hospedados para resolver todas as questões administrativas da escola, fazer um balanço do dia anterior e pensar quais melhorias podem ser propostas no fluxo para os próximos dias. Uma das responsabilidades dos coordenadores é acompanhar a frequência e o rendimento de todos os colaboradores do projeto que trabalham na escola e, assim, fazer a gestão de pessoas e obter o melhor resultado, que é vacinar o maior número possível de moradores.

Os coordenadores também têm a tarefa diária de acionar as equipes de estoque, tecnologia da informação (TI), almoxarifado e manutenção para dar todo o suporte necessário para as escolas. É importante verificar todos os dias se há, por exemplo, um ar condicionado ou ventilador quebrado, um piso escorregadio, um local com risco de acidente ou uma torneira que não está funcionando. "Sem essas equipes, a gente não funciona", ressalta Vanessa.

A rotina dos coordenadores das oito escolas pode variar conforme as demandas que eles têm no Instituto Butantan. No caso de Vanessa, todos os dias pela manhã ela precisa resolver as questões relacionadas ao trabalho no Butantan, na área de segurança e meio ambiente. "Assim que eu acordo, minha primeira atividade é verificar como está indo o andamento das atividades da minha equipe em São Paulo. Reviso relatório, faço reuniões de alinhamento, dou feedback e passo as diretrizes para a semana".

Após a reunião entre os coordenadores, todos almoçam e saem para suas respectivas escolas. Chegando lá, o primeiro desafio é organizar cada área, checar a documentação, o material de apoio e a presença de toda a equipe para que, impreterivelmente, os portões sejam abertos às 14h e a vacinação seja iniciada na sequência.

Quando acaba o horário de atendimento nas escolas, para os coordenadores o dia ainda não acabou. Assim que o último voluntário vai embora, a equipe é dispensada, mas os coordenadores ainda têm tarefas: verificar a temperatura do freezer onde fica a vacina, fazer a contagem das amostras de sangue, olhar todas as salas para ver se nenhum documento ficou fora do lugar e checar se está faltando algo para o dia seguinte. Só depois que todas as escolas passam por essa checagem é que os coordenadores voltam para o hotel.

Etapas para a vacinação

Recepção
Assim que os portões se abrem, os habitantes se dirigem à recepção para apresentar documento com foto e checar seu cadastro, tanto na primeira quanto na segunda dose.

Termo
Nesta etapa, todos os voluntários leem e assinam o termo de consentimento se estiverem de acordo com as especificações do estudo clínico. Caso um participante não saiba ler, é importante que esteja acompanhado por algum familiar que possa ler para ele. Este passo só acontece antes da primeira dose.

Triagem
Em uma cabine para preservar a privacidade, os voluntários conversam com colaboradores da equipe, que checam as condições clínicas do paciente para participar do projeto. Não podem participar, por exemplo, pessoas com doenças graves, gestantes, lactantes e menores de 18 anos.

Coleta
Nesta sala, o sangue dos voluntários é coletado para que os pesquisadores possam verificar se o paciente já teve contato com o vírus anteriormente. Nas mulheres em idade fértil, também é feito um teste rápido de gravidez. A coleta de sangue só é realizada antes da primeira dose, mas o teste de gravidez é mantido para a segunda dose.

Vacina
Após passar pelas etapas anteriores, os habitantes de Serrana finalmente estão prontos para ser vacinados.

Espera
Depois da imunização, os voluntários ainda permanecem na escola por 30 minutos, para que a equipe monitore possíveis efeitos adversos. Caso haja algum, os colaboradores estão preparados para prestar atendimento.

Março/2021


Com alta adesão, o primeiro ciclo do cluster cinza, que se estendeu até o domingo (7), teve 5.847 vacinados

Neste domingo (7) foi finalizada mais uma etapa de vacinação em Serrana. O Grupo Cinza, a terceira área a ser imunizada como parte do Projeto S, teve 5.847 munícipes vacinados, o que indica uma adesão de 92,5% da população cadastrada.

O indicador surpreendeu positivamente mais uma vez, visto que é a terceira área (cluster) finalizada dentro dessa média. A primeira etapa, com o Grupo Verde, imunizou 92,6% de todos os cadastrados na região. Já a segunda etapa vacinou 94,8% dos cadastrados da área amarela. Com a soma dos três grupos, o Projeto S já vacinou 67% do total de cadastrados no município, que é de 28,3 mil pessoas.

Vale lembrar que o primeiro dia de vacinação do Grupo Cinza teve grande adesão da população de Serrana. No total, 1.649 habitantes foram vacinados na data, recorde de atendimentos desde o começo do estudo clínico.

A expectativa em relação à vacinação das áreas seguintes se mantém otimista. Segundo Gustavo Volpe, um dos coordenadores médicos do Projeto S, uma adesão de 80% da população de cada um dos quatro grupos já seria um bom indicador de que podemos chegar, futuramente, à imunização coletiva na cidade.

Com o encerramento do Grupo Cinza, essa primeira etapa do Projeto S entra na reta final e inicia a imunização dos moradores da região azul (quarto grupo), que começa na próxima quarta-feira (10) e vai até domingo (14).

O horário da vacinação vai das 14h às 20h30 de quarta-feira a sexta-feira, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo. São oito pontos de vacinação: EEs Neuza Maria do Bem, Jardim das Rosas e Deputado José Costa, e EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Março/2021


Nesta quarta (3), foi estabelecido um novo recorde no número de imunizados em um dia: 1.649 pessoas

O primeiro dia de vacinação da área Cinza, realizado ontem (3), teve grande adesão da população de Serrana. No total, 1.649 habitantes foram vacinados na data, recorde de atendimentos desde o começo do estudo clínico. Com isso, a soma de todos os voluntários do Projeto S em Serrana imunizados até agora já é de 14.518 pessoas, o que equivale a 51,2% de todos os habitantes cadastrados para participar do estudo.

Os vacinados no primeiro dia do Grupo Cinza representam 24,1% do número total de cadastrados na região. A EE Neuza Maria do Bem imunizou quase 300 pessoas, também um recorde para o ponto de vacinação. As regiões, verde e amarela, vacinaram, respectivamente, 92,6% e 94,8% dos inscritos.

A partir desses dados, é possível prever que o estudo vai alcançar uma alta cobertura vacinal da população adulta do município.

A vacinação da área Cinza continua até 7 de março. O Grupo Azul, quarto e último do estudo, começará a ser vacinado no dia 10. Já na semana seguinte, os moradores incluídos na região Verde começarão a receber a segunda dose do imunizante.

A imunização acontece de quarta a sexta, das 14h às 20h30. Aos sábados e domingos, o horário é das 8h às 15h30. São oito pontos de vacinação: além da EE Neuza Maria do Bem, as EEs Jardim das Rosas e Deputado José Costa, e as EMEFs Professora Maria Celina Walter de Assis, Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, Edesio Monteiro de Oliveira, Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Março/2021


Começa em Serrana nesta quarta (03) a terceira etapa da vacinação do Projeto S, envolvendo os moradores do Grupo Cinza. Os voluntários cujos endereços ficam na região demarcada deverão procurar os postos de vacinação das 14h às 20h30 de quarta a sexta, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo. Até agora, foram imunizadas em Serrana 12,9 mil pessoas.

A primeira etapa de vacinação aconteceu entre 17 e 21/03 com o Grupo Verde e envolveu 6.225 pessoas, imunizando 92,6% de todos os cadastrados na região. A segunda etapa foi de 24 a 28/03 e vacinou 6.703 pessoas, 94,8% do total de cadastrados no Cluster Amarelo. Com a soma dos dois grupos, o Projeto S já vacinou 45,6% do total de cadastrados no município, que é de 28,3 mil pessoas.

“Os resultados demonstram que as pessoas acreditaram no estudo e aderiram ao projeto”, explica Marcos Borges, diretor geral do Hospital Estadual de Serrana. “E o melhor, isso aconteceu com poucas filas fora das escolas, o fluxo funcionando bem, sem nenhuma intercorrência”, completou. “A expectativa é que a cobertura vacinal ultrapasse 90% em cada área da cidade. Somente no primeiro ciclo, que compreende a área verde, o estudo atingiu 93% da população esperada.”

De todos os pontos de vacinação, os que tiveram maior cobertura foram a EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis, com 66% dos voluntários cadastrados vacinados; EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, com 59%; e EMEF Professor Edesio Monteiro de Oliveira, com 53%. Também são postos de realização da pesquisa as EEs Jardim das Rosas, Deputado José Costa, Neuza Maria do Bem e as EMEFs Jardim Pedro I e Professora Dilce Jorge Gonçalves Netto França.

Após a finalização da vacinação do Grupo Cinza, a primeira etapa do Projeto S entra na reta final, com a imunização dos moradores da região Azul entre os dias 10 e 14/03.

Fevereiro/2021


No primeiro ciclo de vacinação, que se estendeu até o domingo (20), foram vacinadas 6.568 pessoas, o equivalente a 93% dos voluntários do grupo verde

Nesta quarta-feira (24), foi iniciada a vacinação do grupo amarelo, a segunda área a ser imunizada em Serrana como parte do Projeto S. No primeiro dia do novo ciclo da pesquisa, 1.617 pessoas foram imunizadas nas oito escolas que funcionam como postos de vacinação. No total, 6.500 voluntários estão inscritos no grupo amarelo, o que indica uma adesão de quase 25% no primeiro dia.

Segundo Gustavo Volpe, um dos coordenadores médicos do Projeto S, uma adesão de 80% da população de cada um dos quatro grupos já seria um bom indicador de que podemos chegar, futuramente, à imunização coletiva na cidade. A vacinação do grupo amarelo vai até domingo (27) e o horário para se vacinar vai das 14h às 20h30 de quarta-feira a sexta-feira, e das 8h às 15h30 no sábado e no domingo.

No primeiro ciclo de vacinação, que envolveu o grupo verde e se estendeu da última quarta- feira até o domingo (20), foram vacinadas 6.568 pessoas, o equivalente a 93% dos voluntários cadastrados na área. O indicador não só surpreendeu positivamente, como também gerou uma expectativa otimista em relação à vacinação das áreas seguintes.

O grupo verde foi o primeiro a ser imunizado na cidade, seguindo a ordem definida em sorteio e os dias de vacinação, sempre de quarta-feira a domingo.

A diferença entre os voluntários cadastrados e os vacinados pode corresponder a populações que foram impedidas de participar da pesquisa clínica, como gestantes e pacientes com comorbidades, ou incluir moradores que por algum motivo não puderam comparecer às escolas no período determinado.

Fevereiro/2021


Para esclarecer como será o Projeto S, estudo científico que vai descobrir o real efeito da vacinação na redução de casos de Covid-19 e na transmissão do novo coronavírus em Serrana- SP, a equipe de Comunicação do Butantan preparou um conteúdo especial, reunindo as principais questões sobre o assunto. Além da cobertura sobre o Projeto S que você encontra aqui no site do Butantan, acompanhe o site oficial da iniciativa do Projeto S e o perfil oficial no Instagram.

O que é o Projeto S?

O que descobriríamos ao fazer um estudo do impacto da vacina em uma população inteira? Essa é uma das perguntas que inspirou a criação do Projeto Serrana. O Projeto S é um estudo clínico que vai monitorar de perto as consequências da vacinação em relação à transmissão da Covid-19 e a capacidade da vacina reduzir o contágio, ou seja, vai indicar qual a efetividade vacinal no controle da pandemia. Para isso, os moradores de Serrana foram cadastrados, estão sendo vacinados e serão acompanhados por mais de um ano pelas equipes do Instituto Butantan, do Hospital Estadual de Serrana e outras instituições locais parceiras. A partir desse acompanhamento, será possível entender, além do impacto da vacinação sobre a doença e sua transmissão, outros aspectos, como a redução na ocupação de leitos hospitalares, a adesão das pessoas à vacinação, a ocorrência de reações adversas e impactos indiretos na economia.

Qual a importância do Projeto S?

O Projeto S é um estudo pioneiro e inédito no mundo, que vai trazer dados valiosos para as políticas de saúde no Brasil e no exterior. Atualmente, o que costuma ser feito são pesquisas e estudos que analisam a realidade depois que o programa de vacinação é colocado em prática, ou seja, comparam o cenário pós-vacinação ao cenário pré-vacinação. Em Serrana, cada etapa da pandemia está sendo estudada em pequena escala, para que as conclusões possam ser utilizadas na criação de políticas públicas. As equipes envolvidas no estudo estão analisando não só a situação pré-vacinação, mas cada etapa da vacinação em si e, posteriormente, observarão também seus impactos. Além disso, as análises de pós-vacinação costumam ser realizadas ao longo de vários anos, e não durante uma pandemia.

Como os resultados serão acompanhados?

Os efeitos da vacinação serão analisados pela equipe do estudo: desde a realização dos exames iniciais, passando pelo momento da aplicação da vacina, até o acompanhamento de efeitos adversos.

O que o Projeto S vai trazer de conclusão para o Brasil e o mundo?

O Projeto Serrana vai analisar a eficiência da vacinação na redução de casos de Covid-19 e no controle da epidemia (sabe-se que a vacina protege contra a doença, mas não seu efeito sobre o curso da epidemia); na transmissão do vírus de uma pessoa para outra (o que indicará se a população terá que conviver com o vírus por muito tempo ou se, ao impedir a transmissão, a vacinação fará com que o vírus desapareça); e o impacto na chamada redução da carga de doença (em termos de economia para o sistema de saúde, ocupação de leitos hospitalares, número de consultas médicas, liberação dos hospitais para o tratamento das outras doenças que nesse momento ficaram em segundo plano). Também serão analisadas questões como a adesão da população à vacinação, a ocorrência de reações adversas e efeitos indiretos na economia e na circulação de pessoas. Além disso, estão sendo testadas ferramentas que podem ser úteis no combate à epidemia: aplicativo de controle da vacinação, aplicativo de acompanhamento de reações adversas, aplicativo de identificação de sintomas compatíveis com o Covid-19, censo geolocalizado em tempo real, entre outras.

Quem está envolvido?

O estudo está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan junto ao Hospital Estadual de Serrana, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), e é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Serrana. O estudo está registrado na base de dados internacional ClinicalTrials.gov sob o número NCT04747821.

Quem financia?

O Instituto Butantan.

Por que o município de Serrana?

Serrana foi escolhida para sediar o Projeto S com base em três critérios: ser um município pequeno; possuir taxa de infecção elevada para que o efeito de vacinação fosse avaliado mais rapidamente; e estar próximo ou conter um centro de pesquisa. Serrana reunia os três fatores e tinha números elevados de Covid-19 comparados a todos os municípios do entorno. Além disso, o município possui um programa de vigilância aprimorada de Covid-19 que permite ter uma estrutura de acompanhamento de casos na população.

Onde fica Serrana?

A pouco mais de 300 quilômetros da cidade de São Paulo e a 20 quilômetros de Ribeirão Preto. Serrana tem cerca de 45 mil habitantes.

Como foi a preparação de Serrana?

Em outubro de 2020, um Censo da Saúde foi realizado na cidade inteira para cadastrar os moradores por meio de georreferenciamento, o que permite acompanhar o número de casos, exames positivos, internações e consultas médicas. A partir desse mapeamento será possível compreender os efeitos da vacinação em cada área de Serrana e analisar o nível de aceitação da vacina.

Em que estágio está o Projeto S?

No dia 6 de fevereiro, foi realizado sorteio para definir a sequência da vacinação. A cidade foi dividida em quatro regiões, cada uma correspondendo a uma cor; no sorteio, definiu-se que a sequência de vacinação seria Grupo Verde (17 a 21 de fevereiro), Grupo Amarelo (24 a 28 de fevereiro), Grupo Cinza (3 a 7 de março) e Grupo Azul (10 a 14 de março). Dessa forma, a vacinação começou em 17 de fevereiro com as pessoas do Grupo Verde nos seguintes pontos de vacinação: EE Jardim das Rosas, EE Professora Neusa Maria do Bem, EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França, EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira, EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello, EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis, EE Deputado José Costa e EMEF Jardim Dom Pedro I.

Quem vai receber a vacina?

30 mil voluntários acima de 18 anos vão receber a vacina do Butantan, com exceção de mulheres grávidas ou em amamentação e portadores de doenças graves.

De onde vêm as doses utilizadas no Projeto S?

As 60 mil doses que serão utilizadas na imunização foram separadas especialmente para o Projeto S e não interferem no Programa Nacional de Imunização (PNI). São vacinas de uso exclusivo do estudo.

A vacina contra a Covid-19 pode ser tomada junto com a vacina contra a gripe?

Após tomar a CoronaVac, é preciso esperar duas semanas para tomar a vacina contra a gripe. E vice-versa: após tomar a vacina da gripe (ou qualquer outra vacina), é preciso esperar pelo menos duas semanas para tomar a vacina contra a Covid-19. Esse cuidado é necessário porque ainda não foram estudados os possíveis efeitos de tomar a vacina contra a Covid-19 junto a outras vacinas.

Quem toma a vacina do Butantan fica proibido de entrar em certos países?

Não. Circula nas redes sociais um boato de que alguns países estão impedindo a entrada de brasileiros que tenham tomado a CoronaVac. Isso não é verdade. O que, sim, está acontecendo é que diversos países estão com fronteiras fechadas para brasileiros devido ao cenário da pandemia no Brasil. Não há qualquer relação com o imunizante.

Para quem recorrer em caso de dúvidas?

Em caso de dúvidas, os munícipes contam com a assistente virtual Tainá, que está 24 horas por dia no WhatsApp para dar suporte e orientar as pessoas sobre quais serviços procurar antes e após a aplicação da vacina. Para ter a Tainá no Whatsapp basta cadastrar o número (11) 4950- 8330. Os voluntários também podem ligar para o SAC (16) 99604-3174 e falar com um dos atendentes que estão à disposição para ajudar sobre cadastramento e vacinação.

Fevereiro/2021


O efeito da vacinação no controle da pandemia de Covid-19 e na transmissão do vírus de pessoa para pessoa estão entre as principais questões a serem estudadas pelo Projeto S, mas não são as únicas. O estudo epidemiológico clínico que o Butantan realiza na cidade de Serrana, interior de São Paulo, vai analisar também o impacto da vacinação na carga da doença, a ocorrência de efeitos adversos, as consequências econômicas e até a importância do uso de ferramentas digitais de acompanhamento.

“Com a eficácia e a segurança da vacina do Butantan já comprovadas, o estudo vai agora verificar o controle da disseminação do vírus e a redução de contágio”, resumiu o governador paulista, João Doria, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (17/2). “O Butantan não poderia ter forma melhor de celebrar os seus 120 anos do que oferecendo, clinicamente e cientificamente, um programa de imunização como esse, que vai imunizar cerca de 30 mil moradores de Serrana.”

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, lembrou que o Projeto Serrana é uma das inovações por meio das quais a Ciência tem respondido aos desafios atuais, e que um estudo como este só poderia ser feito durante a pandemia. “Nós estamos fazendo isso pela primeira vez no mundo. É um projeto que vai estudar a eficiência da vacina”, salientou. As principais perguntas a serem respondidas pelo Projeto S serão:

A epidemia pode ser controlada pela vacinação de uma cidade inteira? “Sabemos que a vacina protege contra a doença, a manifestação clínica, mas não sabemos o efeito da vacina sobre o curso da epidemia”, explicou Dimas Covas.

A vacinação impede que o vírus seja transmitido de uma pessoa para outra? “Pode ser que a vacina controle a doença, mas não impeça a transmissão e, portanto, podemos ter que conviver com esse vírus por muito tempo. Se ela impedir a transmissão, o vírus pode desaparecer”, afirmou o diretor do Butantan.

Qual o efeito da vacinação na redução da carga da doença? O que ela vai significar em termos de economia para o sistema de saúde, redução na ocupação de leitos hospitalares, no número de consultas médicas, no uso de recursos que vem sendo empregados maciçamente e na liberação dos hospitais para o tratamento das outras doenças que, neste momento, ficaram em segundo plano.

Dimas explicou também que em Serrana estão sendo testadas diversas ferramentas digitais que podem ser úteis no combate à epidemia por meio da assistente virtual Tainá, uma plataforma de serviços que reúne: aplicativo para controle da vacinação, aplicativo de acompanhamento de reações adversas, aplicativo de identificação de sintomas compatíveis com a Covid-19, censo geolocalizado em tempo real – tudo com o objetivo de permitir a vigilância ativa dos voluntários. “Não é só a questão do clínico. A Tainá vai além, no sentido de fornecer ferramentas que podem ser usadas de forma extensiva no Brasil”, completou.

Nesta quarta-feira (17/2), o Projeto Serrana entrou em uma nova etapa, com o início da vacinação dos moradores do Grupo Verde. As imunizações se estenderão até 13/3. Mais de 90% da população da cidade já se cadastrou para participar da pesquisa científica.

Fevereiro/2021


Nesta quarta-feira, 17, foi iniciada a vacinação da população de Serrana-SP que participa do Projeto S, estudo clínico pioneiro que está sendo realizado pelo Butantan com o objetivo de entender a eficácia da vacinação no controle da transmissão e na redução do número de casos de Covid-19. A primeira etapa da imunização vai até 21 de fevereiro e é exclusiva para os moradores do Grupo Verde. A iniciativa pretende vacinar, em caráter de pesquisa clínica, cerca de 30 mil habitantes do município.

A abertura da vacinação em Serrana aconteceu na EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis na presença do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, do governador de São Paulo, João Doria, do secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, do prefeito de Serrana, Léo Capitelli, e da secretária de Saúde e vice-prefeita de Serrana, Leila Gusmão.

A primeira voluntária a ser vacinada na presença das autoridades ressaltou que a participação no estudo é uma contribuição para o fim da pandemia e de valorização à Ciência. “É um momento de gratidão e felicidade em poder contribuir com esse projeto. Tirar essa aflição do nosso coração e poder contribuir para o mundo”, afirmou ela. “Hoje eu estou aqui para aplaudir o Butantan. Estou aqui para poder convencer as pessoas de que realmente é importante formar essa opinião e entender o estudo que está sendo feito”, completou.

Por meio do acompanhamento da população de Serrana, o Projeto S vai avaliar o impacto da vacina na transmissibilidade do novo coronavírus, na redução da sobrecarga no sistema de saúde e na aceitação da vacinação. “Serrana será a primeira localidade do mundo a estar integralmente imunizada dentro do prazo de três semanas com a vacina do Butantan. É um estudo inédito e transformador”, ressaltou o governador João Doria.

“É um estudo que vai contribuir para o entendimento do programa de vacinação em controlar a pandemia. Por isso é de interesse mundial. Nunca foi feito um estudo como esse, é a primeira vez. Nós estamos inovando e esperamos que o resultado desse estudo seja extremamente positivo para que a gente possa desenvolver as próximas estratégias de combate a essa pandemia e a outras pandemias”, salientou Dimas Covas.

As datas de início da vacinação dos demais grupos populacionais – Grupo Amarelo, Grupo Cinza e Grupo Azul – serão, respectivamente, 24 de fevereiro e 3 e 10 de março.

Fevereiro/2021


Projeto S, iniciativa mundialmente inédita, imunizará 30 mil moradores do município com a vacina do Butantan

O Instituto Butantan inicia nesta quarta-feira (17) um ensaio clínico em toda a cidade de Serrana, no interior de São Paulo. O Projeto S, iniciativa inédita no mundo, visa avaliar o impacto da vacina do Butantan na transmissibilidade do novo coronavírus, na redução da sobrecarga no sistema de saúde e na aceitação da vacinação. O acompanhamento durante e após o projeto permitirá mensurar todos esses aspectos em nível populacional.

Cerca de 30 mil habitantes voluntários receberão o imunizante: toda a população maior de 18 anos, exceto gestantes, lactantes e pessoas com doenças graves. Foram disponibilizadas 60 mil doses da vacina, não inclusas no Programa Nacional de Imunização (PNI), que serão aplicadas com intervalo de quatro semanas entre as doses.

A cidade foi dividida em quatro grandes grupos populacionais, denominados clusters, cada um identificado por uma cor: verde, amarelo, cinza e azul. Os moradores do cluster de cor verde serão os primeiros imunizados, a partir das 14h desta quarta-feira (17). As datas de início da vacinação dos demais grupos populacionais serão 24 de fevereiro e 3 e 10 de março.

Os voluntários devem comparecer em datas previamente agendadas para receber o imunizante. Os moradores do grupo com a vacinação em andamento ainda podem se cadastrar de quarta a domingo nas oito escolas municipais e estaduais participantes do projeto. O estudo fará as comparações entre os clusters, antes e depois da imunização.

Quem já foi cadastrado pode consultar seu local e data de vacinação por meio do site do Projeto S, postos de saúdes (UBS/ESF), prefeitura, serviço social e escolas infantis.

O município de Serrana foi escolhido para sediar o estudo por reunir três condições: número adequado de habitantes para a pesquisa clínica, alta taxa de infecção e proximidade a um centro de pesquisa.

Fevereiro/2021


O Projeto S vai avaliar e responder em um curto espaço de tempo qual é o efeito da vacinação na redução de casos graves de Covid-19 e na transmissão do novo coronavírus. A vacinação da população do município de Serrana, a 20 quilômetros de Ribeirão Preto, começa nesta quarta (17), e as respostas obtidas com o estudo influenciarão a criação de políticas públicas no Brasil e no mundo.

Serrana vai responder se a vacinação de fato terá um efeito imediato e duradouro na pandemia, explicou o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, na última sexta (12), durante a coletiva de lançamento do projeto. “Além da vacinação, e do fato de poderem se proteger contra as manifestações da doença, os moradores de Serrana também estão contribuindo para ajudar a humanidade”, salientou.

Somado a entender o impacto da vacinação sobre a redução de casos e a transmissão da doença, o Projeto S também conhecerá seu efeito em aspectos indiretos, como a adesão das pessoas, o aparecimento de reações adversas e as consequências para a economia. Os moradores serão acompanhados por mais um ano após a vacinação, na busca por essas respostas.

A expectativa é que em 12 semanas os pesquisadores consigam obter as primeiras conclusões, ou seja, a avaliação do desfecho primário. No final do estudo, se for comprovado que a vacinação é capaz de controlar o vírus na comunidade, as estratégias vacinais futuras levarão em conta essa realidade.

“Ninguém sabe o real impacto da vacinação em uma população grande”, complementou o diretor geral do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges, durante a coletiva de imprensa. Também estavam presentes no evento o médico hematologista Pedro Garibaldi, o prefeito de Serrana, Léo Capitelli, e a secretária de Saúde e vice-prefeita, Leila Gusmão.

Uma pesquisa científica, não um programa de vacinação

O Projeto S não é um programa de vacinação, mas sim uma pesquisa científica realizada com controle absoluto. Uma comparação é com Israel, que já vacinou 40% de sua população: ainda que conclusões relacionadas à vacinação estejam sendo publicadas por organizações locais, o que ocorre no país do Oriente Médio é a observação dos resultados da vacinação em massa, não um estudo controlado. “Este é o primeiro estudo dessa magnitude, com esse desenho, que está sendo feito no mundo”, afirma Dimas Covas.

A Sinovac, parceira do Instituto Butantan no desenvolvimento da CoronaVac, também acompanha o estudo de perto e aguarda os resultados.

A vacina do Butantan

A vacina que será usada em Serrana é a vacina do Butantan, a CoronaVac, que está sendo enviada ao PNI (Plano Nacional de Imunização). Ela é uma das vacinas mais seguras do mundo. A CoronaVac, de acordo com Dimas Covas, pode ser uma das mais eficazes contra novas mutações: “A vacina do Butantan é diferente. É uma vacina com vírus inteiro inativado, ou seja, quebrado nos seus pedaços, e são esses pedaços que formam a vacina. Então, quando o indivíduo recebe esses pedaços do vírus, ele produz uma resposta imunológica ampla, que vai produzir os anticorpos contra os vários pedaços do vírus e não contra um pedaço. Portanto, a chance dessa vacina ter problema com essas variantes é menor que as demais.”

Fevereiro/2021


A cidade selecionada precisava reunir três condições: ser pequena, possuir alta taxa de infecção e estar próxima de um centro de pesquisa

O que descobriríamos ao fazer um estudo do impacto da vacina em uma população inteira? Essa é uma das perguntas que inspirou a criação do Projeto Serrana – inicialmente, a iniciativa se chamava Projeto S, de “secreto”. Pioneiro no mundo, esse estudo tem como objetivo avaliar, em cerca de três meses, o efeito da vacinação sobre o curso da pandemia.

O estudo escalonado por conglomerados vai avaliar a eficiência da vacinação no que se refere à transmissão do vírus, redução de carga do sistema de saúde, bem como outros efeitos indiretos da vacinação na economia, na circulação de pessoas e na aceitação da vacinação, por exemplo. O acompanhamento vai permitir mensurar todos esses aspectos em nível populacional, dados que geralmente são apresentados somente após a conclusão do programa de vacinação.

“A ideia é vacinar o maior número de pessoas da população adulta. Nós estamos prevendo uma vacinação que pode chegar a 30 mil pessoas. E, com isso, a gente acompanha a evolução da epidemia. Tem aspectos técnicos que vão permitir fazer cálculos, fazer projeções e calcular se a vacina é capaz de diminuir a transmissão do vírus”, explica o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas.

A cidade do Projeto S foi escolhida com base em três critérios: precisaria ser um município pequeno; possuir taxa de infecção elevada para que o efeito de vacinação fosse avaliado mais rapidamente; e estar próximo ou conter um centro de pesquisa. Serrana foi escolhida por reunir os três fatores e ter números elevados de Covid-19 comparados a todos os municípios do entorno.

Foi realizado um mapeamento para obter um entendimento não só geográfico, como também social das áreas de Serrana e analisar o nível de aceitação da vacina. Com a ativação do sistema de vigilância, todos os moradores foram submetidos a um censo e a um processo de georreferenciamento por meio do qual será possível acompanhar o número de casos, exames positivos, internações e consultas médicas – o que permite comparar o resultado de cada região.

A imunização da população serranense poderá ter efeito indireto de proteção em quem não puder, por alguma razão, ser vacinado. Esse é um dos efeitos que o Projeto S pretende estudar.

"É um estudo importante para todos nós. Importante para Serrana, para o estado de São Paulo, para o Brasil e para o mundo. Com base no que vamos aprender aqui, poderemos contar para o restante do mundo qual o efeito de fato da vacinação contra a Covid-19", afirmou Ricardo Palacios, diretor de estudos clínicos do Butantan.

Fevereiro/2021


O Projeto S é um ensaio clínico para avaliar a efetividade da vacina CoronaVac na população do município de Serrana, cidade escolhida para a iniciativa. A estratégia é oferecer a vacina adsorvida covid-19 (inativada) para a população adulta de uma cidade, com o objetivo de analisar a sua capacidade de modificar a epidemia. O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Butantan, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, avaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e é realizado em parceria com a Secretaria de Saúde e a Prefeitura Municipal de Serrana. O estudo está registrado na base de dados internacional ClinicalTrials.gov sob o número NCT04747821.

A pouco mais de 300 km de São Paulo e com uma população de 45 mil habitantes, o município de Serrana participa de um estudo que é incomum no mundo devido a sua complexidade. A cidade foi dividida em 25 áreas e a vacina será ofertada a todos os adultos moradores destas áreas, de forma sequencial, em quatro etapas. Será comparada a quantidade de casos de Covid-19 em cada área, inclusive os graves, antes e depois da vacinação. Espera-se que, desta forma, a vacina reduza os casos entre todos os moradores das áreas que participam do estudo. A cidade tem um programa de vigilância aprimorado entre os infectados de Covid-19 desde setembro de 2020, o que permite ter uma estrutura de acompanhamento da população. O método foi escolhido por garantir acesso à vacina para todas as pessoas.

“Todos os estudos clínicos de fase 3 apresentados até o momento tinham o objetivo de avaliar a eficácia, que significa o nível de proteção que a vacina tem em relação à doença. Nenhum desses estudos foi desenhado para observar a eficiência da vacinação, que determina qual é o efeito da imunização sobre a evolução da pandemia”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. A efetividade vacinal no controle da pandemia analisada na pesquisa trará dados valiosos para as políticas de saúde no Brasil e no exterior. “O engajamento da comunidade é fundamental para o sucesso deste tipo de estudo. Estamos entusiasmados com a acolhida da população de Serrana a este projeto e à vacina e esperamos que em poucos meses vejamos o benefício da vacinação para todos os moradores”, acrescentou Ricardo Palacios, diretor do estudo e diretor médico de pesquisa clínica do Butantan.  

"É um projeto muito complexo e inovador, que foi construído por muitas pessoas", afirma Marcos Borges, diretor do Hospital Estadual de Serrana. "Trata-se de um estudo que exige rigor científico. Serrana vai virar um polo e ganhará projeção no mundo inteiro", conclui Borges.

A história do Projeto S está sendo contada em quatro episódios em vídeo no formato de série documental, gravados com moradores do município, profissionais da saúde de Serrana e integrantes do Instituto Butantan. Há também uma série em podcast que narra cada etapa do processo. Tanto os vídeos quanto os podcasts podem ser encontrados no site do Projeto S, que reúne todas as informações sobre a iniciativa, depoimentos dos habitantes da cidade, releases para a imprensa e o mapa dos pontos de vacinação.